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Da economia local à inserção internacional: saiba como a ApexBrasil apoia micro e pequenas empresas

ApexBrasil fortalece o apoio a micro e pequenas empresas para ampliar exportações e competitividade

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“É fundamental ter esse estimulador do mercado internacional que a Apex traz para a gente.” A frase é de Joanna Martins, sócia da Manioca, empresa paraense que exporta farinha de mandioca e ingredientes amazônicos como castanha, jambu e tucupi, e que participou de programas de qualificação da ApexBrasil, segundo o podcast da agência, o Histórias Exportadoras. As ações da ApexBrasil também seguem diretrizes de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, em consonância com as políticas ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) da Agência e os compromissos do governo brasileiro.

Em 2024, a ApexBrasil apoiou 20.596 negócios, dos quais 11.157, o equivalente a 54% do total, eram micro e pequenas empresas (MPEs). Dessas, 55% acessaram produtos de qualificação empresarial, 35% participaram de ações de promoção comercial e de imagem, e 32% utilizaram soluções de inteligência de mercado.

Do total, 1.105 exportaram, somando quase US$ 410 milhões em exportações. No primeiro semestre de 2025, 7.313 MPEs receberam apoio e 770 exportaram, com US$ 243 milhões em vendas, segundo dados informados pela Agência à reportagem.

Ainda em entrevista ao Brasil de Fato, a ApexBrasil afirmou que ampliar o apoio às MPEs é um indicador estratégico e que as ações promovidas pela Agência, como programas de qualificação e participação em feiras e rodadas de negócios, são selecionadas por editais, com pontuação adicional para micro e pequenas empresas. Além disso, a ApexBrasil, em parceria com o Sebrae, custeia passagem e hospedagem de empreendedores em missões comerciais no país. “O nosso foco é também nas empresas iniciantes no comércio exterior”, informou a Apex.

O Programa de Qualificação para Exportação (Peiex) é um dos principais instrumentos de preparação para exportar. Ele ajuda as empresas a entenderem o processo de exportação, a desenvolverem um plano de negócio e a acessarem conteúdo sobre mercados e exigências internacionais. Segundo notícia publicada pela ApexBrasil, em junho de 2025, mais de 70% das 5.071 empresas atendidas pelo Peiex em 2024 eram MPEs.

A Agência também oferece uma plataforma de ensino à distância, seminários, apoio ao e-commerce internacional e o Design Export e programa de melhoria de produto e embalagem, que será relançado ainda em 2025, com foco em aprimoramento de design e embalagem para aumentar o valor agregado das exportações.

Rodadas de negócio e promoção internacional

A ApexBrasil organiza ações como o Exporta Mais Brasil, que realiza rodadas de negócios internacionais, e as Jornadas Exportadoras, missões de imersão no exterior com visitas técnicas e encontros com compradores. De acordo com a Agência, em média, mais de 60% das empresas que atendem nesses produtos são micro e pequenas.

Essas diversas iniciativas se articulam dentro de uma estratégia integrada da ApexBrasil, que conecta a qualificação à promoção comercial e à inteligência de mercado. E as empresas que participam das ações relatam resultados diretos.

“A Apex, através do Peiex, nos apresentou a compradores de fato, requisitos mínimos de fato para fazer exportação e algumas informações de mercado. Isso foi fundamental”, contou Paulo Monteiro, também sócio da Manioca, ao Histórias Exportadoras. A empresa já levou os seus produtos para países como os Estados Unidos, Canadá, França e Inglaterra.

O chef Fábio Sicília, dono da Gaudens Chocolate, contou ao podcast que o apoio da Agência foi decisivo para profissionalizar o negócio de chocolates feitos com cacau da Amazônia e abrir caminho para o exterior. “A Gaudens Chocolates nasceu do sonho de criar um produto de altíssima qualidade, reconhecido nacional e internacionalmente. É aí que a ApexBrasil entra para ajudar a empresa a diversificar, se profissionalizar e exportar mais”, relatou Sicília.

Já o marchand Felipe Muñoz, fundador da Arte do Clube, empresa baiana que trabalha com a exportação de obras de arte brasileiras, reconheceu que a qualificação oferecida pela ApexBrasil foi essencial para dar segurança ao processo. Criada em Salvador, a empresa passou a vender para o exterior após participar do programa Peiex, enviando obras para os Estados Unidos, Canadá e Dinamarca. “Antes mesmo de terminar de fato o programa da Apex, eu já consegui fazer a minha primeira exportação”, relembrou Muñoz.

Desafios e soluções

A falta de uma equipe estruturada é um dos principais obstáculos para MPEs, segundo a ApexBrasil. Por isso, o primeiro passo é compreender o processo de exportação e buscar apoio técnico para dominar o fluxo com o objetivo de evitar erros na contratação de serviços.

A ApexBrasil também apoia exportações indiretas, realizadas por meio de exportadoras, empresas que intermediam a venda de produtos brasileiros no exterior. Além disso, a Agência mantém convênio com a Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior (Abece) e o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex), ambas associações do setor.

As certificações são outro desafio para quem busca o mercado externo. Em cada país, há exigências obrigatórias, como padrões sanitários, químicos ou de rotulagem que variam conforme o setor. Além disso, existem certificações voluntárias, voltadas a agregar valor e comprovar boas práticas.

Para apoiar o investimento em certificações, a ApexBrasil lançou neste ano a Bolsa Exportação Certificação, que reembolsa às empresas exportadoras os custos com selos como o de produtos orgânicos e o FSC, que atesta o manejo florestal responsável.

“Sabemos que, às vezes, as empresas ficam receosas de investir porque não é barato, mas quando investem, elas ganham um diferencial, por isso estamos reembolsando as despesas”, explicou a Agência.

Setores e mercados mais promissores

De acordo com a ApexBrasil, os segmentos com maior potencial para MPEs incluem alimentos e bebidas (como café, cachaça e chocolate), cosméticos, moda, máquinas e equipamentos de tecnologia, especialmente software e games.

Para quem está começando, a recomendação é iniciar pela América do Sul em países como Chile, Colômbia, Peru, Equador, Paraguai e Uruguai, devido à logística mais simples e à proximidade cultural e linguística.

E quem pensa no mercado europeu, a Agência lembra que esses países valorizam produtos sustentáveis e iniciativas de preservação socioambiental que cumpram requisitos técnicos e certificações específicas.

Políticas públicas e metas

Lançado em julho de 2025 pelo Governo Federal, o Programa Acredita Exportação permite que micro e pequenas empresas recuperem até 3% da receita das vendas externas com a compensação de tributos pagos ao longo da cadeia. A medida também amplia os benefícios fiscais para incluir serviços essenciais à exportação, como transporte, seguro e armazenagem, reduzindo custos operacionais.

Segundo a ApexBrasil, o programa reforça a competitividade dos pequenos negócios e se soma às ações da Agência voltadas à internacionalização.

Ainda para 2025, a ApexBrasil prevê 17.898 empresas atendidas e 4.140 exportadoras. A Agência tem um acordo com o Sebrae, firmado em 2024, que ajuda a promover a internacionalização de micro e pequenas empresas, com a meta de sensibilizar 10 mil empresas até 2027. Está previsto também o relançamento do Design Export e de uma nova metodologia de acompanhamento contínuo das empresas ao longo do processo de internacionalização.

“Com essas ações, a ApexBrasil reafirma seu papel como principal promotora da internacionalização das empresas brasileiras, ampliando oportunidades e fortalecendo a presença do Brasil no comércio global”, reforça a Agência.

[Conteúdo patrocinado pela ApexBrasil.]

Editado por: Maria Teresa Cruz

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