O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que planeja se encontrar em breve com o presidente russo, Vladimir Putin, na capital da Hungria, em Budapeste. A informação foi divulgada pelo próprio líder estadunidense através de uma publicação na rede social Truth Social.
“O presidente Putin e eu nos encontraremos no local combinado – Budapeste, Hungria – para tentar encerrar esta guerra ‘inglória’ entre a Rússia e a Ucrânia”, declarou o presidente dos EUA.
De acordo com Trump, a reunião será precedida por um encontro entre altos funcionários dos EUA e Rússia, acrescentando que a delegação estadunidense neste caso será liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio. As conversas ocorrerão na próxima semana, em local a ser definido posteriormente.
A declaração de Donald Trump surgiu após uma conversa telefônica de cerca de duas horas entre os líderes. Foi a primeira vez que os dois presidentes conversaram diretamente desde a cúpula no Alasca, em 15 de agosto, quando eles se reuniram para discutir a resolução da guerra da Ucrânia.
Desde então, os contatos entre os dois países esfriaram. Trump vem expressando repetidamente uma frustração com o que considera uma falta de comprometimento de Moscou na busca de pôr um fim no conflito ucraniano. A Rússia, por sua vez, insiste que, para encerrar a guerra, é preciso primeiro resolver o que Moscou considera como “as causas primárias do conflito”.
O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, por sua vez, confirmou que, durante a conversa telefônica entre os presidentes, foi acordado que os representantes dos dois países começariam imediatamente os preparativos para o encontro entre Putin e Trump.
Segundo Yuri Ushakov, a conversa entre os presidente Vladimir Putin e Donald Trump durou quase duas horas e meia e ocorreu por iniciativa do lado russo.
O anúncio sobre o novo encontro entre Trump e Putin acontece em meio à discussão sobre o possível fornecimento de mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance por parte dos EUA para Kiev. Donald Trump vem reconhecendo a possibilidade de transferir este armamento para a Ucrânia, caso Vladimir Putin não tome medidas para solucionar a guerra.
O assessor presidencial russo informou que Putin e Trump discutiram a questão do envio de mísseis Tomahawk na conversa desta quinta-feira (16). Segundo Ushakov, Putin disse a Trump que os mísseis Tomahawk não mudariam a situação no campo de batalha, mas prejudicariam as relações entre Rússia e EUA e a possibilidade de um acordo na Ucrânia.
