Em resposta aos ataques e ameaças de Washington, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo de paz na noite desta quinta-feira (23) durante uma assembleia com sindicatos. “Não à guerra louca”, falou, em inglês, o mandatário venezuelano.
Usando o que classificou como “linguagem tarzeneada”, Maduro arrancou algumas risadas e tímidos aplausos dos dirigentes que estiveram presentes no encontro. “Não à guerra, não à guerra, não à guerra. Apenas paz, apenas paz, apenas paz. Para sempre, para sempre, para sempre. Paz para sempre. Não à guerra louca. Por favor, por favor, por favor. Paz para sempre!”, disse o mandatário venezuelano.
Ao mesmo tempo, Maduro fez acenos à China e à Rússia. Ele agradeceu pelos equipamentos militares vendidos ao país caribenho que, neste momento, de acordo com o mandatário venezuelano, servem para “garantir a paz”. “Todo o armamento pesado que, felizmente, o comandante Hugo Chávez comprou para o país, graças ao presidente Putin, graças à Rússia, graças à China, e a muitos amigos que temos no mundo, asseguram à Venezuela equipamentos para garantir a paz.”
Apesar dos apelos de Caracas, o secretário de Guerra do governo Trump, Pete Hegseth, anunciou nesta sexta-feira (24) um novo ataque a uma embarcação que navegava pelo Caribe. Novamente sob a justificava de combate ao narcotráfico na região, seis homens foram mortos. Esse foi o primeiro ataque do tipo realizado durante a noite, de acordo com Hegseth.
Overnight, at the direction of President Trump, the Department of War carried out a lethal kinetic strike on a vessel operated by Tren de Aragua (TdA), a Designated Terrorist Organization (DTO), trafficking narcotics in the Caribbean Sea.
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) October 24, 2025
The vessel was known by our… pic.twitter.com/lVlw0FLBv4
Esse é o terceiro bombardeio dos Estados Unidos a embarcações que navegavam na costa no Oceano Pacífico, pelo menos outros oito foram feitos no Mar do Caribe. Na terça-feira (21) e na quarta-feira (22), o governo Trump realizou os primeiros ataques no Oceano Pacífico. No total, cinco pessoas foram mortas.
O episódio resultou em uma escalada do conflito entre Trump e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que vem trocando acusações há alguns dias.
Petro afirmou que “o ataque a outra lancha no Pacífico se trata de um assassinato”. Ele ainda acusou Trump de atuar com o objetivo de interferir nas eleições presidenciais colombianas, que vão ocorrer no ano que vem, para favorecer a extrema direita local.
