ditadura militar

Após 50 anos, ato inter-religioso em memória de Vladmir Herzog é celebrado na Catedral da Sé

Cerimônia marca o assassinato do jornalista pela ditadura militar e que se tornou símbolo de resistência

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Na época, o ato reuniu mais de 8 mil pessoas com cerca de 500 policiais no entorno dos manifestantes | Crédito: Foto: Instituto Vladmir Herzog/ Divulgação

O ato inter-religioso em memória do jornalista Vladmir Herzog, realizado uma semana após o assassinato dele pela ditadura militar, em 1975, será rememorado na Catedral da Sé neste sábado (25), após 50 anos. 

A iniciativa promovida pela Comissão Arns e pelo Instituto Vladmir Herzog ficou conhecida como símbolo de protesto contra o regime da ditadura militar e vai reunir, a exemplo da época, três representantes de religiões diferentes para a celebração. 

A cerimônia vai ser conduzida pelo arcebispo dom Odilo Scherer, acompanhado do rabino Uri Lam, da Congregação Israelita Beth-El, e da pastora Anita Wright. 

Vlado se tornou símbolo na luta e resistência contra a ditadura militar | Crédito: Foto: Instituto Vladmir Herzog/Divulgação

Além das falas religiosas, o ato que está marcado para ter início às 19 horas, também contará com apresentações musicais, com a presença do Coro Luther King , além de um momento especial com a exibição de um vídeo com a leitura da carta de Zora Herzog, mãe de Vlado, feita pela atriz Fernanda Montenegro. 

Com a ausência do presidente Lula, que está na Malásia em agenda oficial, o vice-presidente Geraldo Alckmin será o representante do governo na cerimônia. 

Vladmir Herzog foi assassinado na sede do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), após ser convocado para prestar esclarecimentos sobre possível envolvimento com o Partido Comunista Brasileiro. Sua morte foi divulgada como suicídio e só foi reparada pelo Estado brasileiro em 2003 com nova certidão de óbito que informa como causa da morte lesões e maus-tratos.

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