O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) levou ao Vaticano pautas pela reforma agrária e pelo direito à vida digna no campo durante o 5º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, realizado em Roma na última semana. Em resposta, o Papa Leão 14 reconheceu a legitimidade da luta dos movimentos e afirmou: “a luta de vocês é justa, vale a pena lutar, e mais do que isso, eu estou com vocês”.
Segundo Ayala Ferreira, dirigente nacional do MST pelo setor de Direitos Humanos, o encontro reafirmou o compromisso da Igreja com os setores populares. “O papa mencionou que esses são direitos sagrados, de ter teto, trabalho e terra, e que vale a pena lutar por eles. Foi uma das frases que nos marcou profundamente”, afirmou, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
A dirigente destacou que o MST apresentou no encontro as demandas de quem vive e resiste no campo. “Nós estávamos levando as demandas dos sujeitos que vivem e resistem no campo, a partir desse desejo de ter acesso à terra e às condições de vida digna”, contou.
Para Ferreira, a fala do papa também simbolizou a continuidade do diálogo construído durante o pontificado de Francisco. “Foi muito importante ver que o Papa Leão 14 assumiu dar continuidade ao diálogo com os movimentos populares”, disse.
Ela lembrou que a relação entre o MST e o Vaticano ganhou destaque em 2024, quando Francisco abençoou a bandeira do movimento. “Assim como Francisco, Leão 14 reafirmou o compromisso da Igreja com os mais pobres e com os setores populares. Foi um momento de troca de afetos, de presentes simbólicos, e de renovação do vínculo entre fé e justiça social”, celebrou.
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