Desdolarização

Moscou e Pequim praticamente excluem dólar de suas transações comerciais, diz ministro russo

Delegação russa faz visita à China e destaca avanço do processo de desdolarização entre os dois países

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Imagem da moeda de rublo com a cidade de Moscou, capital da Rússia, ao fundo.
Imagem da moeda de rublo com a cidade de Moscou, capital da Rússia, ao fundo | Crédito: Alexander Nemenov/AFP

O ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, afirmou nesta terça-feira (4) que a Rússia e a China praticamente abandonaram o dólar e o euro em suas transações mútuas, passando a utilizar suas moedas nacionais. A declaração ocorreu durante o 11º Diálogo Financeiro Rússia-China, em Pequim.

“Em termos de liquidações, 99,1% são feitas em rublos e yuans, 99,1%”, disse o ministro. Siluanov observou que o próximo passo é consolidar essa conquista e expandir ainda mais a parceria.

Segundo ele, uma das principais razões para essa transição é o desejo de evitar a dependência do sistema financeiro ocidental. O ministro das Finanças russo explicou que as transações em dólares e euros eram processadas por meio de bancos em países com relações conflituosas, que poderiam bloquear os pagamentos a qualquer momento. O uso das moedas nacionais elimina esse risco.

Na última segunda-feira (3) foi realizada, em Hangzhou, na China, a 30ª reunião entre os primeiros-ministros dos dois países, Mikhail Mishustin e Li Qiang. As conversas centraram-se no aprofundamento dos laços comerciais e econômicos e no reforço da aliança energética, sendo a cooperação industrial um tema fundamental.

O primeiro-ministro russo também destacou o avanço do processo de desdolarização nas trocas comerciais entre Rússia e China.

“A China é o maior parceiro econômico estrangeiro da Rússia. Além disso, a participação do dólar e do euro nas transações comerciais já caiu para o nível de erro estatístico”, disse Mishustin.

Anteriormente, em um encontro restrito com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, em Hangzhou, o primeiro-ministro russo afirmou que as relações entre a Rússia e a China continuam a se desenvolver apesar das sanções ocidentais e estão em seu nível mais alto de todos os tempos.

Editado por: Nathallia Fonseca

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