Diálogo Ecológico

Instituto Brics+ lança publicação sobre parcerias sustentáveis entre Brasil e China

Em evento paralelo à COP30, lançamento em São Paulo apresenta diversas ações conjuntas , entre elas, com BdF

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O Instituto Brics+ de Cooperação Cultural e Econômica lançou, na manhã desta sexta-feira (7), a publicação “Diálogo Ecológico Brasil-China para um Planeta Sustentável”, que reúne textos sobre a construção de práticas mais sustentáveis para os sistemas produtivos globais. O lançamento ocorreu em paralelo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém, capital do Pará.

A cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, afirmou que a publicação reúne “análises valiosas, com temas como civilização ecológica, governança global e cooperação bilateral”. “É uma ação concreta conjunta frente aos desafios ambientais globais, que deve ser uma causa de todos”, disse a representante. 

“A China tem sido uma participante ativa e uma defensora desse processo. Como diz o provérbio chinês, quando muito se une com força nada é impossível. Quando muitas mentes trabalham juntas, tudo pode ser realizado. Somente com cooperação poderemos deixar o planeta mais sustentável para as próximas gerações”, concluiu Yu Peng. 

Durante o lançamento, Mauro Arima, assessor de relações internacionais do estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), rasgou elogios ao governo chinês e agradeceu à parceria na área econômica e ecológica. 

O vice-governador, Felicio Ramuth, viajou para a China pelo menos 12 vezes, desenvolvendo várias agendas. “Nós temos parcerias em várias áreas, como esportes, saúde e meio ambiente. Mas o que mais destaca é a área econômica. A China já é o primeiro parceiro comercial do estado de São Paulo. Tradicionalmente os Estados Unidos são o primeiro parceiro comercial. Neste ano, vai ser a China”, afirmou o representante do governo Tarcísio “em primeira mão”. 

A China se aproxima do tema ambiental de forma pragmática, mas buscando resultados concretos. Isso é como o estado de São Paulo pensa o tema. Meio ambiente e desenvolvimento não devem ser temas opostos. O estado de São Paulo admira e continua trabalhando de uma maneira muito forte com a China em prol de uma economia mais sustentável e mais verde”, concluiu Arima.

Bernardo Torres, assessor de assuntos internacionais da Prefeitura de São Paulo, que também esteve presente, afirmou que Brasil e China são parceiros estratégicos, “independente das questões globais” e apontou a relação do país asiático com a capital paulista. “A China é o parceiro chave para a cidade de São Paulo”, disse. Torres destacou que o município alcançou uma frota de mil ônibus elétricos, o que teria sido “impossível sem a colaboração da China”.  

Parcerias com MST e BdF

A publicação foi lançada em parceria com o Consulado-Geral da China em São Paulo, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Miguel Yoshida, representante do Tricontinental, afirmou que o objetivo da publicação é “publicizar as iniciativas da perspectiva do Sul Global para enfrentar a crise ambiental”. 

“Um dos textos presentes é da Associação Internacional para Cooperação Popular, idealizada por movimentos populares de produtos agrícolas, por exemplo. Temos desenvolvido com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra [MST] a parceria de máquinas para a agricultura familiar. Esse é um avanço muito grande que representa a parceria entre Brasil e China. É uma alegria muito grande disponibilizar essa publicação”, afirmou Yoshida. 

Entre os textos, Xi Jinping fala sobre honrar os compromissos com ações concretas para um “novo capítulo” na governança climática global. Nina Fideles, diretora executiva do Brasil de Fato, é autora do texto “O olhar sobre a China a partir do Brasil de Fato”. Francisco Foot Hardman, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em Teoria e História Literária, contribuiu com o texto “Quem quer a paz mundial de verdade? Desafios para uma multipolaridade na Amazônia e o papel de uma cooperação socioambiental efetiva Brasil-China”. 

Editado por: Luís Indriunas

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