CLIMA E POLÍTICA

Vereadoras de Porto Alegre aderem ao Protocolaço Nacional por justiça climática

Parlamentares protocolam projetos sobre ação climática nas escolas e protagonismo feminino em desastres

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Assinam os projetos Atena Roveda (Psol), Natasha Ferreira e Juliana de Souza (PT), Grazi Oliveira (Psol) e Giovani Culau e Coletivo (PCdoB) | Crédito: Foto: Divulgação/ Assessoria de imprensa

Vereadoras de Porto Alegre participaram, nesta segunda-feira (10), do Protocolaço Nacional “Mulheres pela Justiça Climática”, iniciativa articulada pelo Instituto E Se Fosse Você? e pela Rede Enxame de Parlamentares do Movimento Mulheres em Luta (MEL). A ação busca recolocar a agenda climática no centro do debate político brasileiro a partir da perspectiva das mulheres mais afetadas pela crise.

A procuradora da Mulher da Câmara Municipal, Grazi Oliveira (Psol), protocolou dois projetos de lei dentro da mobilização nacional. Também assinam as vereadoras Atena Roveda (Psol), Natasha Ferreira e Juliana de Souza (PT), além do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB). Grazi integra ainda a Bancada do Clima como embaixadora.

O primeiro projeto institui o Dia Municipal para a Ação Climática nas escolas da rede pública, incluindo a data no calendário oficial da cidade. A proposta fixa 27 de abril como referência em memória das chuvas extremas de 2024 no Rio Grande do Sul, que deixaram dezenas de mortos e motivaram o decreto de calamidade.

O segundo projeto cria o Programa Municipal “Mulheres Guardiãs: Lideranças na Prevenção de Riscos”, parceria entre o MEL e a Procuradoria da Mulher da Câmara. O objetivo é fortalecer a democracia participativa, valorizar o protagonismo feminino e integrar saberes comunitários às políticas de prevenção e resposta a desastres climáticos.

Para Grazi, o projeto “Mulheres Guardiãs” representa “a união da sensibilidade da liderança feminina com a capacidade de ação do Poder Público”. A vereadora afirma esperar apoio da Câmara para aprovar a proposta por sua relevância e adequação à realidade climática da cidade.

Ela reforça ainda que a justiça climática é transversal às lutas sociais. “O objetivo do Dia Municipal para a Ação Climática é ir além da conscientização: queremos criar e aprimorar protocolos de prevenção e resposta aos eventos climáticos extremos, para salvaguardar vidas. Essa proposta é também uma forma de não esquecermos as mortes causadas pela (in)ação humana diante da crise climática”, concluiu.

Editado por: Marcelo Ferreira

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