Na tarde e noite desta sexta-feira (14), a partir das 17 horas, o Centro Comunitário da Paz (Compaz) Ariano Suassuna, no Recife, recebe a mostra de encerra o curso “Cultiva terreiro: saberes ancestrais e agricultura urbana”, que ao longo dos últimos meses integrou práticas agroecológicas e tradições dos povos de terreiro da capital pernambucana. A iniciativa une valorização cultural e sustentabilidade ambiental. O acesso é gratuito. O Compaz Ariano Suassuna fica na avenida General San Martin, nº 1208, no bairro do Cordeiro, zona oeste do Recife.
Representantes de seis casas religiosas de matriz africana, lideranças comunitárias e autoridades municipais estarão presentes para a cerimônia, que terá apresentações culturais (às 17 horas), uma do babalorixá Manoel Nascimento Costa (18 horas), do Ilê Obá Ogunté (Sítio do Pai Adão), sobre o papel das plantas sagradas para as religiões afro brasileiras, a exibição de um vídeo documental sobre o curso (19 horas), a entrega de certificados e kits de ferramentas aos cursistas (19h30), além da partilha de alimentos tradicionais dos terreiros (20h30).
O curso foi composto por quatro módulos teóricos e práticos sobre hortas agroecológicas em espaços pequenos, manejo de plantas sagradas, beneficiamento de plantas alimentícias não-convencionais (pancs), além de compostagem e gestão de resíduos sólidos, unindo os conhecimentos ancestrais e as políticas públicas de agricultura urbana.
O curso foi desenvolvido pela Secretaria Executiva de Agricultura Urbana da Prefeitura do Recife em parceria com a Rede de Mulheres de Terreiro e a ONG Jardins de Saberes. Ana Figueira, secretária executiva de Agricultura Urbana, considera que o projeto Cultiva Terreiro “une o respeito aos saberes ancestrais com práticas agroecológicas que promovem soberania alimentar e sustentabilidade”, diz ela, afirmando ainda que diversidade cultural e religiosa são parte essencial para que o Recife seja mais justo e inclusivo.
Participaram dos cursos os terreiros Asé Aganjú Aséobà, de Mãe Miriam de Xangô, em Afogados; o Ilê Obá Aganjú Okoloyá, de Mãe Maria Helena Sampaio, em Dois Unidos; o Ilê Omô Ifé Asé Togun Ofá, de Pai Júnior Cinho de Logunedé, no Vasco da Gama; o terreiro sede do Bloco Obirin, de Mãe Paula Guedes, no Morro da Conceição; o Ilê Asé Oyá Bery, de Mãe Eugênia Maria de Freitas, no Barro; e o Ilê Oyá Igbalé Funan, de Mãe Elaine, na Várzea. O projeto também recebeu apoio das secretarias municipais de Cultura, de Direitos Humanos, de Cidadania e Cultura de Paz, de Controle Urbano e do programa ProMorar.

