Um acordo desacordado. A Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed) está refazendo consulta em escolas que já rejeitaram a adesão ao programa ‘Parceiros da Escola’. O modelo terceiriza a gestão administrativa de ensino. A “insistência” faz com que a comunidade escolar e a APP Sindicato se mobilizem para rejeitar novamente a mudança. A nova rodada de votação está marcada para os dias 17 e 18 de novembro.
A resolução n.º 6.589/2025 da Seed determina a realização de novas consultas em 96 escolas do estado. Muitos desses estabelecimentos já haviam negado a adesão ao Parceiros da Escola no fim de 2024.
De acordo com o novo texto, “o processo de consulta à Comunidade Escolar para a implementação do Programa Parceiro da Escola nas instituições de ensino consistirá na realização de Consulta Pública à Comunidade Escolar por meio de votação presencial, que contará com voto secreto, direto, igualitário e facultativo, para manifestação de concordância ou não com a adesão da instituição ao Programa Parceiro da Escola”.
A nova consulta é vista como um “golpe” pela comunidade escolar, sindicato e oposição ao governo. Principalmente porque se o quórum mínimo não for atingido, é a Secretaria da Educação que decide unilateralmente se a escola terá sua gestão administrativa privatizada.
A deputada estadual Ana Júlia (PT) lembrou que, em 2024, durante a primeira tentativa de adesão ao Parceiro da Escola, cerca de 90% das escolas rejeitaram a privatização. Das 177 unidades consultadas, apenas 11 disseram “sim”, demonstrando rejeição massiva ao modelo.
“O governo ignora a decisão das famílias, ignora a palavra que deu e ignora o compromisso que assumiu. Trata-se de um desrespeito profundo com a comunidade escolar e com o processo democrático”, disse a deputada.

Já o deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR) questionou o fato de o governador Ratinho Junior (PSD) só considerar válidas as consultas se o resultado lhe for favorável. Segundo Veneri, o governador quer introduzir a visão empresarial na escola e substituir o modelo de ensino que forma cidadãos conscientes e emancipados pela lógica autoritária dos quartéis.
“Boa parte dessas escolas listadas já responderam que não queriam a gestão privada e o modelo militarizado. Mas Ratinho Jr. quer impor a todo custo a sua visão de educação, que se resume a ser um caso de polícia ou um grande negócio para empresários”, criticou.
Mobilização
Já o deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR) questionou o fato de o governador Ratinho Junior (PSD) só considerar válidas as consultas se o resultado lhe for favorável. Segundo Veneri, o governador quer introduzir a visão empresarial na escola e substituir o modelo de ensino que forma cidadãos conscientes e emancipados pela lógica autoritária dos quartéis.
“Boa parte dessas escolas listadas já responderam que não queriam a gestão privada e o modelo militarizado. Mas Ratinho Jr. quer impor a todo custo a sua visão de educação, que se resume a ser um caso de polícia ou um grande negócio para empresários”, criticou.

