Na tarde desta quarta-feira (19), o presidente Lula se reuniu, de maneira particular, com representantes da sociedade civil, em uma comitiva formada por cientistas, representantes das comunidades indígenas, de organizações e de redes de organizações de todo o mundo.
“Entregamos ao final a declaração da Cúpula dos Povos e o presidente reconheceu a importância da cúpula, entre os outros processos de mobilização e indicou a Marcha Global pelo Clima como um grande exemplo, uma grande referência”, explicou Ayala Ferreira, da direção nacional do Movimento Sem Terra (MST).
A Marcha Global pelo Clima foi realizada no último sábado (16) e mobilizou cerca de 70 mil pessoas nas ruas de Belém, como parte da programação da Cúpula dos Povos, espaço autônomo de debates e atividades diversas construído pela sociedade civil.

Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, também esteve presente, que ao relembrar a convocação feita pelo presidente no primeiro dia da COP, de que seja traçado um mapa do caminho para acabarmos com o uso dos combustíveis fósseis.
“Conversamos agora sobre não desistir de transformar as palavras dele em resolução no texto final. Fiz esse pedido para um homem que venceu três eleições nos ensinando que a esperança pode vencer o medo. É disso que precisamos aqui em Belém”, destaca Astrini.
Ainda em fase de rascunho, a proposta de texto final da COP30 é composta por um conjunto de recomendações para acelerar a ação climática global e tentar limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C, mas até o momento não faz menção ao fim do uso de combustíveis fósseis.
