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MPF investiga uso indevido de imagem de indígenas em exposição da Vale no Museu Emílio Goeldi, em Belém

Vistoria confirmou que, em um dos painéis internos da exposição, constavam os nomes e dados das indígenas

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Trecho da exposição "Brasil: Terra Indígena", produzida pelo Instituto Cultural Vale, no Museu Paraense Emílio Goeldi
Trecho da exposição “Brasil: Terra Indígena”, produzida pelo Instituto Cultural Vale, no Museu Paraense Emílio Goeldi | Crédito: Thiago Felipe Diniz/CC BY-ND 3.0/MPF

Produzida pelo Instituto Cultural Vale, a mostra Brasil: Terra Indígena, realizada no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por utilização não autorização de imagens e dados de indígenas.

A apuração ocorre após uma denúncia feita por uma liderança indígena em evento realizado na segunda-feira passada (10) pelo próprio MPF durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

A Vale informou que está reunindo a documentação referente às etapas de realização da exposição e “assim que o levantamento estiver concluído, as informações serão encaminhadas à imprensa”.

De acordo com relato da liderança indígena, cujo nome não foi divulgado, a Vale usou seu nome na exposição e outras duas indígenas, sem consulta, comunicação ou autorização prévia.

No dia seguinte à denúncia, o MPF realizou uma vistoria no museu e confirmou que, em um dos painéis internos da exposição, constavam os nomes e dados biográficos das indígenas, listados sob o título de lideranças de destaque.

Na quarta-feira (19), MPF expediu ofícios aos responsáveis pela exposição solicitando, num prazo de cinco dias, informações sobre a existência de autorização expressa das lideranças e as informações sobre o custo total da produção, a origem dos recursos financeiros e a identificação de todos os patrocinadores.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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