APOIO POPULAR

Mexicanos convocam ato pró Claudia Sheinbaum em resposta a protestos antigoverno da ‘Geração Z’

Governo pode celebrar no mesmo dia o sétimo aniversário do início da Quarta Transformação

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Estaria o governo de Sheinbaum obedecendo a Trump?
Estaria o governo de Sheinbaum obedecendo a Trump? | Crédito: Yuri Cortez/ AFP

Simpatizantes da presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, convocaram uma manifestação de apoio à mandatária para o sábado, dia 6 de dezembro. O ato deve coincidir com as celebrações do sétimo aniversário da Quarta Transformação (4T), grandes transformações socioeconômicas iniciadas por seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador e são resposta aos recentes protestos antigoverno rotulados como sendo da Geração Z.

Com o lema “O que eles nos deram com amor, nós defenderemos com amor”, os organizadores pedem que as pessoas demonstrem seu apoio à presidenta. A 4T é um conjunto de políticas sociais e econômicas, que representa a continuidade de outras três grandes mudanças ocorridas no passado mexicano: a independência do México, a reforma liberal do século 19 e a revolução mexicana do século 20.

A convocação surge após a marcha da Geração Z em 15 de novembro, onde milhares protestaram na capital contra o governo atual. Esta nova convocação busca responder com uma demonstração de apoio cidadão.

Sheinbaum não descartou celebrar o sétimo aniversário do início da 4T junto com a mobilização convocada por seus apoiadores. A presidenta reconheceu que sua administração vem considerando a organização de um evento comemorativo há algum tempo, embora a data ainda não tenha sido definida.

“Já faz um tempo que estamos pensando nisso. Este ano marca sete anos de transformação na cidade. Porque, lembrem-se, o presidente López Obrador assumiu o cargo em 1º de setembro de 2018. Tínhamos pensado nisso, ainda estamos trabalhando nisso, na realização desta celebração”, declarou a presidenta.

Embora tenha enfatizado que ainda não há uma decisão formal, ela deixou em aberto a possibilidade de que ambas as atividades — a celebração e a mobilização de apoio — possam coincidir. Questionada diretamente se sua celebração se uniria à marcha de 6 de dezembro, Sheinbaum respondeu: “Veremos”.

‘Não era Geração Z’

Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (17) que políticos da oposição, grupos violentos e uma campanha internacional estariam por trás da manifestação contra seu governo no sábado, na qual mais de cem pessoas ficaram feridas e 19 foram presas.

Um grande protesto antigovernamental, convocado por representantes da Geração Z [pessoas com menos de 28 anos], reuniu milhares de manifestantes na Cidade do México contra a violência e a política de segurança de Sheinbaum.

Confrontos entre policiais e manifestantes foram registrados nos arredores do Palácio Nacional, residência da mandatária, deixando mais de 100 feridos, majoritariamente policiais.

O Ministério Público da capital informou nesta segunda-feira que 19 pessoas foram detidas no total, entre elas um menor de idade, por tentativa de homicídio, roubo e agressões.

“A grande maioria dos que marcharam no sábado não eram jovens da Geração Z”, disse Sheinbaum em sua habitual coletiva de imprensa matinal. “Vimos rostos muito conhecidos da chamada Marea Rosa”, acrescentou, referindo-se a um movimento de oposição que convocou protestos durante o governo de seu antecessor Obrador.

Miss Universo

Claudia Sheinbaum, parabenizou, nesta sexta-feira (21), a mexicana Fátima Bosh, coroada Miss Universo após um desentendimento com um dos executivos do concurso, e a considerou um “exemplo” por denunciar uma “injustiça”.

A vitória de Bosh, nesta sexta-feira em Nonthaburi, Tailândia, foi precedida por uma transmissão que se tornou viral, na qual o empresário e apresentador Nawat Itsaragrisil a questionou por não promover o país em suas redes sociais, chegando a chamá-la de “burra”.

Fatima Bosch foi coroada a vencedora do concurso Miss Universo e recebeu os cumprimentos da presidenta Claudia Sheinbaum |  Lillian Suwanrumpha/AFP

A jovem de 25 anos levantou-se, retirou-se e acusou o promotor de desrespeitá-la, o que desencadeou uma onda de solidariedade de diversas personalidades, incluindo a própria Sheinbaum.

“Ela levanta a voz. Diz: ‘há uma injustiça, não concordo’. Ela se levanta, vai embora, eles têm que pedir desculpas e ela acaba ganhando”, disse a mandatária, ao ser questionada sobre o assunto em sua coletiva de imprensa matinal.

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