Compreender como a China estruturou sua revolução tecnológica é essencial para decifrar as disputas econômicas, políticas e geopolíticas que moldam o futuro global. Levando em conta essa proposta, os professores Diego Pautasso e Isis Paris Maia estão lançando um novo curso sobre o gigante asiático: “China, o dragão tecnológico”.
O estudo – que começa a terça (9) – é direcionado a estudantes e profissionais interessados em entender “as transformações tecnológicas, políticas e geopolíticas que estão redefinindo o século 21”. As aulas serão online e ao vivo, com possibilidade de assistir as aulas gravadas por um ano.
“Ainda no início do século, a China era um país subdesenvolvido, de camponeses, que se notabilizava por produzir bugigangas mas, em pouco mais de duas décadas, se transformou numa potência tecnológica rivalizando com os Estados Unidos”, repara Pautasso, cientista político, doutor em estudos estratégicos internacionais e autor de livros sobre a nação de Xi Jinping.
O Estado e a escalada tecnológica
“A questão de fundo – prossegue – é compreender quais são as políticas, quais são as ações de Estado, quais são as lógicas que estão detrás dessa escalada frenética da China”. Pautasso sustenta que “a disputa tecnológica é o eixo central da geopolítica contemporânea”, com a ascensão chinesa deslocando o centro do poder mundial, alterando a correlação de forças e forjando uma nova globalização a partir do chamado Sul Global.
“Ao integrar dados, algoritmos e planejamento, a China inaugura uma nova forma de racionalidade socialista — um socialismo digital, capaz de articular tecnologia, Estado e inclusão social em uma mesma arquitetura de poder”, complementa Isis Paris Maia, doutoranda em políticas públicas e coordenadora acadêmica do Grupo de Estudos sobre China da Universidade de Brasília (GeChina-UNB).
Análise teórica e estudo empírico
Segundo ambos, o curso combina análise teórica e estudo empírico, oferecendo um panorama abrangente da revolução tecnológica chinesa e suas implicações globais.
O programa se desenvolve em quatro aulas, partindo das bases teóricas da revolução tecnológica e finalizando com temas como tecnologia e poder global, discutindo a nova geopolítica e explanando o que se define como “o socialismo do século 21”.
Entre a primeira e a última aula – no dia 18 de dezembro – abordam-se itens como soberania tecnológica, Big Data, Inteligência Artificial e a racionalidade da governança chinesa. As aulas ocorrem das 19h às 22h e as inscrições estão abertas na plataforma Hotmart com a indicação China: O Dragão Tecnológico, atrevés deste link.
