A Praça Universitária, em Goiânia, recebe no próximo sábado (13) e domingo (14) a 2ª Feira Estadual da Reforma Agrária de Goiás, iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que reúne alimentos agroecológicos, saberes populares, manifestações culturais e o debate político sobre o direito à terra, a soberania alimentar e a valorização da agricultura familiar.
Mais que um espaço de comercialização, a Feira Estadual se consolida como espaço de encontros entre o campo e a cidade. Durante dois dias, assentados e acampados do MST de diferentes regiões de Goiás apresentam ao público os frutos da produção camponesa agroecológica, resultado de anos de resistência e organização coletiva.
Ao todo serão mais de 30 bancas, organizadas por famílias de assentamentos e acampamentos do estado, com alimentos in natura, produtos beneficiados, artesanato e sementes crioulas. A feira também abriga apresentações culturais e momentos de diálogo com a população, reforçando a conexão entre quem produz e quem consome. A proposta é mostrar que a reforma agrária vai além do acesso à terra, envolvendo trabalho, geração de renda, cuidado com a natureza e justiça social.
Para Amélia Franz, do MST em Goiás, a escolha da Praça Universitária carrega um significado político. “A Praça Universitária é um espaço aberto, da classe trabalhadora e da classe estudantil, bem localizado na cidade de Goiânia. Para nós, isso é muito marcante, porque é um espaço simbólico, onde acontecem mobilizações e denúncias”, afirmou.
Segundo Franz, a permanência da feira no mesmo local representa uma conquista. “A realização da nossa segunda Feira nesse espaço é uma conquista maior. Ela acontece nos dias 13 e 14 de dezembro e vai contar com assentados e acampados de vários assentamentos organizados pelo MST em Goiás”, destacou.
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A militante reforça que estarão presentes famílias de mais de 30 áreas diferentes, demonstrando a diversidade da produção da reforça agrária.
A feira também dá visibilidade à situação dos acampamentos, onde muitas famílias vivem há mais de uma década à espera da regularização fundiária. “São áreas onde as famílias estão em cima da terra ou à margem de rodovias, resistindo desde 2015, 2016. Mesmo assim, muitas já têm produções bem organizadas, com embalagens e produtos”, explicou Franz.
Nesse sentido, a 2ª Feira Estadual da Reforma Agrária reafirma o papel da Reforma Agrária Popular como política pública estratégica para o enfrentamento da fome, a democratização do acesso à terra e a produção de alimentos saudáveis.
Ao ocupar o espaço urbano com a produção do campo, o MST busca aproximar realidades, fortalecer a agricultura familiar e convidar a população a apoiar um projeto de país baseado na dignidade, na solidariedade e na justiça social.
Serviço
Local: Praça Universitária – Goiânia (GO)
Data: 13 e 14 de dezembro
Horário: durante todo o dia
Entrada: gratuita
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