Ofensiva dos EUA

Putin conversa com Maduro e manifesta solidariedade à Venezuela em meio à ofensiva dos EUA

Chancelaria russa diz esperar que os EUA evitem uma escalada do conflito, após sequestro de petroleiro venezuelano

O presidente russo Vladimir Putin se reúne com o presidente venezuelano Nicolás Maduro no Kremlin, em Moscou, em 7 de maio de 2025.
O presidente russo Vladimir Putin se reúne com o presidente venezuelano Nicolás Maduro no Kremlin, em Moscou, em 7 de maio de 2025 | Crédito: Alexander Zemlianichenko/Pool/AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com o líder venezuelano, Nicolás Maduro, nesta quinta-feira (11) e expressou solidariedade a Caracas em meio às ameaças e investidas dos EUA no país caribenho.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Kremlin, os dois líderes trocaram opiniões sobre o desenvolvimento futuro das relações entre os dois países “em consonância com o acordo de parceria estratégica e cooperação que entrou em vigor em novembro de 2025”.

O tratado de cooperação estratégica entre os dois países estabelece, em particular, que as duas nações se opõem firmemente às medidas coercitivas e restritivas unilaterais, incluídas as de caráter extraterritorial, que constituem uma violação da Carta das Nações Unidas e de outras normas e princípios geralmente reconhecidos pelo direito internacional.

Nesse contexto, Putin expressou solidariedade ao povo venezuelano e reafirmou seu apoio às políticas do governo Maduro “voltadas para a proteção dos interesses nacionais e da soberania diante da crescente pressão externa”, informou o Kremlin.

Além disso, durante a conversa, os presidentes reafirmaram seu “compromisso mútuo” com a implementação de projetos conjuntos nas áreas de comércio, economia, energia, finanças, cultura, ajuda humanitária e outras.

Na véspera, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, pediu à América Latina que ficasse “em alerta” com o destacamento militar dos estadunidense. Segundo ele, o objetivo de Washington é “subjugar os povos da região para manter o controle político e dos recursos dos países latino-americanos”.

Roubo do petroleiro

Na última quarta-feira (10), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o apreensão de um petroleiro no litoral da Venezuela. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, alegou que a embarcação estava sob sanções e transportava petróleo da Venezuela e do Irã. As autoridades venezuelanas classificaram a apreensão do petroleiro como roubo e ato de pirataria.

Já a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou nesta quinta-feira (11) que Moscou espera que os EUA impeçam uma escalada da situação na Venezuela e um conflito em larga escala.

“Esperamos que a Casa Branca consiga evitar um maior deslizamento para um conflito em larga escala, que ameaça ter consequências imprevisíveis para todo o Hemisfério Ocidental”, disse ela.

Já de acordo com o Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, durante a conversa entre os dois presidentes, “Putin reiterou que os canais de comunicação direta entre as duas nações permanecem permanentemente abertos e assegurou que a Rússia continuará a apoiar a Venezuela em sua luta para afirmar sua soberania, o direito internacional e a paz em toda a América Latina, disponibilizando sua capacidade diplomática para fortalecer a cooperação nessas questões essenciais”.

Editado por: Luís Indriunas

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