Luta pela terra

38º Encontro Estadual do MST reúne mais de dois mil militantes em Salvador

Atividade teve início na manhã desta segunda (15) com a realização da Copa Estadual da Reforma Agrária

Encontro é realizado no Parque de Exposições, em Salvador, e segue até a quinta-feira (18)
Encontro é realizado no Parque de Exposições, em Salvador, e segue até a quinta-feira (18) | Crédito: Comunicação MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deu início na manhã desta segunda-feira (15) à 38ª edição do seu Encontro Estadual na Bahia, reunindo mais de dois mil militantes de todas as regiões do estado no Parque de Exposições, em Salvador. A programação, que vai até a quinta-feira (18), inclui debates estratégicos sobre temas como agroecologia, reforma agrária, saúde mental e luta antirracista.

As atividades tiveram início com a 2ª Copa Estadual da Reforma Agrária, envolvendo times masculinos e femininos das dez regionais do MST na Bahia. Mais do que uma competição esportiva, o movimento aponta que a atividade “reafirma o esporte como bandeira de luta, fortalecendo a organização e mobilização através de atividades físicas nas áreas de assentamentos e acampamentos do MST”.

De 16 a 18 de dezembro, o encontro se dedica ao debate político e organizativo do movimento, trazendo à tona temas centrais que foram também discutidos nos encontros de Brigadas e Regionais. O espaço reunirá militantes, organizações sociais e lideranças políticas para discutir os desafios e perspectivas da Reforma Agrária Popular na Bahia.

Na terça-feira (16), a mesa de Análise de Conjuntura Nacional, Internacional e as Guerras do Imperialismo conta com a participação de João Paulo Rodrigues (Direção Nacional do MST), Cássia Bechara (Direção Nacional do MST/ENFF), Dr. Ahmed Shehada (Presidente do Instituto Brasil Palestina) e Manuel Vadell (Embaixador da Venezuela no Brasil).

A programação também inclui momentos de formação e debate sobre temas como estratégias de desenvolvimento da produção agroecológica nas áreas da Reforma Agrária; saúde e adoecimento mental; luta de classes e massificação; patriarcado; questão étnico-racial, dentre outras atividades.

Defendida pelo MST, a Reforma Agrária Popular propõe a democratização do acesso à terra, a produção de alimentos saudáveis e o fortalecimento da agroecologia, em oposição ao modelo predatório e destrutivo do agronegócio. Para o movimento, “o Encontro Estadual se consolida como um momento estratégico de reflexão, formação e unidade entre trabalhadores do campo e da cidade, reafirmando a luta por justiça social e soberania alimentar”.

Editado por: Lorena Andrade

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