A construção política do 4º Encontro Anti-Imperialista de Amizade e Solidariedade entre os Povos, em Brasília, pelo Comitê Anti-Imperialista General Abreu e Lima resultou em um documento que sintetiza os debates realizados durante o evento. “O atual momento histórico evidencia o imperialismo em sua fase neoliberal mais agressiva”, constata.
O relatório destaca a articulação popular de movimentos antifascista e anti-imperialista, defende também a defesa da soberania e da autodeterminação dos povos no combate ao capitalismo, ao colonialismo e ao imperialismo. Um dos pontos levantados foram os recentes ataques dos Estados Unidos à Venezuela.
“A permanência da organização da luta revolucionária dos povos contra o capitalismo, o colonialismo e imperialismo, a defesa do socialismo e a construção do poder popular, utilizando todas as frentes de luta, devem ser a estratégia central de nossas ações”, diz um trecho do documento. O papel do Brics, o genocídio em Gaza e as eleições no Chile e Bolívia também foram temas abordados.
Com objetivo de reunir organizações, ativistas, intelectuais e militantes de diferentes países da América Latina para debater o avanço do imperialismo moderno, o 4º Encontro Anti-Imperialista de Amizade e Solidariedade entre os Povos ocorreu em Brasília nos dias 6 e 7 de dezembro.
O encontro buscou somar na construção de uma resistência global frente às crises contemporâneas, unindo forças em defesa da soberania, da justiça social e de um futuro baseado na cooperação entre os povos. A reunião reforçou o papel da soberania dos povos na América Latina e Caribe em solidariedade a Venezuela diante das ameaças dos Estados Unidos.
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