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Trump anuncia suposto acordo com Venezuela por 50 milhões de barris de petróleo; Caracas ainda não se pronunciou

Declaração ocorre após ação militar dos EUA na Venezuela e indica abertura do setor petrolífero ao capital estadunidense

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Presidente dos EUA Donald Trump participa de uma chamada com militares americanos de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, no Dia de Ação de Graças, em 27 de novembro de 2025, em Palm Beach, Flórida.
Presidente dos EUA Donald Trump participa de uma chamada com militares estadunidenses de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, em 2025 | Crédito: Pete Marovich/Getty Images/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo da Venezuela aceitou entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao país. O anúncio foi feito por meio de uma rede social do estadunidense, sem divulgação de detalhes oficiais do suposto acordo. Os venezuelanos ainda não confirmaram a informação.

A declaração ocorre três dias após uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. A operação deixou ao menos 80 mortos, a maioria militares. Entre eles, 32 cubanos.

Trump afirmou que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado e que o controle dos recursos ficará sob responsabilidade do governo estadunidense. Segundo ele, o objetivo seria garantir que o dinheiro seja usado “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

De acordo com o presidente, o petróleo será transportado por navios de armazenamento e descarregado diretamente em terminais localizados em território estadunidense. O volume anunciado corresponde a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela.

Mais cedo, a agência Reuters informou que autoridades dos dois países discutem a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias dos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pela agência, o acordo deve redirecionar cargas que antes tinham como destino a China.

Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques, sem conseguir exportá-los devido ao bloqueio imposto por Washington. O embargo faz parte da estratégia de pressão adotada pelos Estados Unidos para sufocar economicamente o país sul-americano.

No sábado (3), logo após o sequestro do presidente venezuelano, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero do país à atuação de companhias estadunidenses. Ele declarou que empresas do setor investiriam bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura e ampliar a produção.

As refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos têm capacidade para processar o petróleo pesado da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, o país importava cerca de 500 mil barris diários do produto.

Apesar de concentrar as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz atualmente cerca de 1 milhão de barris por dia. A queda é resultado direto das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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