Um ato pelo veto ao PL da Dosimetria, que prevê redução de penas para os envolvidos na tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está marcado para esta quinta-feira (8), no Recife. A manifestação, que também tem como pauta a soberania da América Latina diante da recente invasão sofrida pela Venezuela, é convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e terá sua concentração a partir das 15 horas, na Rua Sete de Setembro (em esquina com a Av. Conde da Boa Vista).
“Vamos às ruas para afirmar que não há democracia sem justiça. Dizemos não à anistia e exigimos a responsabilização e punição dos culpados pelos ataques às instituições democráticas, conforme o Estado Democrático de Direito. Não aceitaremos retrocessos nem a normalização do autoritarismo”, diz a convocação da CUT-PE. Outras centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais também participam da manifestação.
A data marca os três anos da tentativa de golpe de estado que ocorreu em Brasília uma semana após a posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No último ano, tramitou pelo Congresso Federal um Projeto de Lei que prevê a redução das penas dos crimes praticados pelos envolvidos na trama golpista, aprovado na Câmara e no Senado. O ato vem em apoio ao veto presidencial ao PL, já anunciado pelo presidente Lula.
“Os golpes de hoje nem sempre são com canhões e metralhadoras, tem acontecido de diversas formas. A tentativa de 8 de janeiro, se bem-sucedida, teria levado o Brasil a uma ditadura e diversos retrocessos sociais, trabalhistas e no serviço público. Por isso, é fundamental que relembramos o que aconteceu naquele dia, defendemos que os envolvidos sejam julgados corretamente, como tem acontecido e, caso condenados, cumpram suas penas”, afirma Paulo Rocha, presidente da CUT-PE.
Rocha ressalta que o ato também tem como pauta a soberania dos países da América Latina, levando em consideração atos de invasão como o que aconteceu na Venezuela na última semana. “Defendemos que seja respeitada a autodeterminação dos povos e que seja soberana a liberdade de cada nação em apontar seus destinos, sem a intromissão de países estrangeiros com violência”, afirma Paulo.
