Apoiadores do governo venezuelano se reuniram em Caracas nesta terça-feira (13) para exigir a libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, sequestrados pelo governo de Donald Trump. A mobilização marca o 10º dia consecutivo de atos em defesa do chefe de Estado venezuelano.
O presidente e a primeira-dama estão detidos em Nova York desde a operação militar estadunidense realizada na madrugada de 3 de janeiro, quando bombas lançadas sobre o território venezuelano atingiram Caracas e outras regiões do país. Segundo autoridades locais, mais de 100 pessoas morreram no ataque, incluindo 32 agentes cubanos responsáveis pela segurança de Maduro.
Durante o ato, o deputado Nicolás Ernesto Maduro Guerra, filho do presidente, discursou aos apoiadores. Ele afirmou que recebeu, nesta segunda-feira (12), uma nova mensagem de seu pai.
“Nicolasito”, como é conhecido, disse que Maduro e Cilia Flores estão “firmes e fortes” diante da situação. “Eles têm claro o papel de luta que lhes toca e confiam em Delcy e na equipe que está à frente do país”, disse.
Maduro Guerra classificou o sequestro de seu pai como um evento que “rompeu todos os códigos e regras internacionais estabelecidos depois da Segunda Guerra Mundial”.
Ao final, assegurou que as mobilizações continuarão e que o governo pretende “manter a paz do país e trazer Nicolás e Cilia de volta, para seguir em frente”.
Cabello destaca apreensões de drogas no início do ano
Mais cedo, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, concedeu uma coletiva de imprensa na qual apresentou um balanço das ações de segurança durante os primeiros dias de 2026.
Segundo ele, 7.148 quilos de drogas foram apreendidos no período, resultado de operações de inteligência e coordenação entre a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), corpos policiais e comunidades organizadas.
Cabello informou que a operação mais significativa ocorreu em 5 de janeiro na região do rio Orinoco, no estado Bolívar, com o confisco de 6.850 quilos de entorpecentes. O carregamento estava dividido em mais de 14 mil pacotes de maconha e 81 pacotes de cocaína. O ministro afirmou que o resultado representa um “golpe duro contra a narrativa de que a Venezuela facilita o tráfico de drogas”.
Ele também destacou que o governo pretende manter as investigações sobre rotas e agentes envolvidos no narcotráfico. “Aqui não vai passar cocaína, maconha ou qualquer droga que o Estado possa deter em sua rota. Somos militantes da paz e da soberania”, afirmou.
O ministro disse ainda que as apreensões realizadas no ano passado chegaram a quase 70 toneladas Para ele, a atuação do Estado desmonta a versão usada para justificar pressões externas sobre a Venezuela. Cabello reiterou que o chamado “Cartel de los Soles” não existe e que a motivação da política estadunidense contra o país está relacionada ao petróleo.
