A decisão judicial que obriga a prefeitura de São Paulo a fornecer dados sobre o aumento da tarifa de ônibus, que passou de R$ 5 para R$ 5,30, coloca a gestão de Ricardo Nunes (MDB) em uma situação de ter de “explicar o inexplicável”. A avaliação é do vereador paulistano Dheison Silva (PT).
A Justiça paulista acolheu um pedido do Ministério Público e acionou a prefeitura, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e a SPTrans, empresa de economia mista que gerencia o sistema e pediu respostas em até 48 horas. O prazo vence na quinta-feira (15).
“Não estamos discutindo só o valor desse aumento, que pesa no bolso do trabalhador. Para quem pega duas, três conduções por dia, não é razoável um aumento nessa magnitude. Estamos também questionando o método, que foi totalmente ilegal. E a Justiça quer entender mais desse aumento, totalmente descabido, sem debate público”, disse Dheison Silva em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta quarta-feira (14).
Silva destacou que o aumento foi feito sem qualquer debate público. O Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, que deve ser acionado em situações como essa, foi convocado para uma reunião no dia 2 de janeiro, em pleno recesso. A base de apoio de Nunes tenta minimizar o caso.
“Esse aumento é totalmente descabido, desproporcional, acima da inflação. A própria extrema direita, que hoje defende esse aumento absurdo, foi a mesma que questionava o aumento de 20 centavos nos tempos do [então] prefeito Fernando Haddad”, criticou o vereador petista.
“Nos últimos dez anos, a gente perdeu 3 mil ônibus e a demanda tem voltado a subir, ou seja: a gente tem aumento de pessoas necessitando do transporte público, com menos ônibus na frota e a gente tem um aumento desses. Não é justificável”, concluiu.
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