quem é o desafiante?

Liderança de Lula deixa ‘problema’ na mão de adversários, afirma cientista política

Presidente lidera em todos os cenários na Genial/Quaest enquanto a direita bate cabeça para escolher representante

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto | Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A pesquisa para a disputa presidencial divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Quaest, em parceria com a Genial Investimentos, confirma o que os levantamentos feitos durante o ano de 2025 já indicavam: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o líder em todos os cenários testados. Enquanto isso, a direita e a extrema direita vivem momentos de indefinição, com diferentes pré-candidatos buscando a consolidação como desafiantes do petista.

A cientista Rosemary Segurado, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirma que “em política, tudo pode se transformar”, mas, neste momento, o que está consolidado é que Lula está na dianteira contra qualquer dos adversários: seja Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja Flávio Bolsonaro (PL) ou sejam outros nomes menos cotados, como Ratinho Junior (PSD) e Romeu Zema (Novo).

“O problema maior é desses adversários”, afirmou Segurado em relação à disputa com Lula. “Teremos duas candidaturas? Teremos uma candidatura só? Esse é o jogo que vem sendo jogado”, completou, durante entrevista ao jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Muito da indefinição sobre as candidaturas vem da postura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mesmo preso e inelegível, ele segue tendo grande apoio popular, e deixa claro que gostaria que seu legado — e seus muitos votos — seguissem com sua família. Por isso, indicou o filho Flávio para concorrer à presidência, frustrando diversos setores.

“Muitos setores têm colocado uma certa performance melhor do Tarcísio para derrotar Lula como algo já dado neste momento. O que a gente vai precisar ver é se ele sai candidato”, pontuou a especialista. “E quando falo em herdeiros, estou falando dos filhos, porque Bolsonaro já deixou muito claro que [a ex-primeira-dama] Michelle não é sua herdeira.”

A cientista política destaca, ainda, que há uma série de analistas que acreditam que a candidatura de Flávio será abortada, se apoiando em uma suposta racionalidade do clã Bolsonaro. Entretanto, não é dessa maneira que o ex-presidente costuma agir.

“Ele não está preocupado se a extrema direita recupera poder neste país. Por isso, Tarcísio não é necessariamente sua escolha. A permanência de uma candidatura de Tarcísio talvez não dependa mais dele próprio, nem desse Centrão, nem da Faria Lima. A marca ‘Bolsonaro‘ é forte em alguns setores, e eles não vão querer abrir mão disso. Tem risco de perder eleição? Tem. Mas perde como Bolsonaro, como grife”, apostou.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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