Mais de 15 mil conselhos camponeses em toda a Venezuela participaram, neste domingo (18), de uma votação para escolher seus porta-vozes estaduais, que irão representar as bases agrárias no próximo encontro nacional previsto para o próximo domingo em Caracas. A eleição foi conduzida com a participação dos integrantes dessas instâncias comunitárias, cuja formação e atuação se dá no território rural.
O processo faz parte de uma iniciativa do governo para estruturar a participação das comunidades rurais em um congresso constituinte voltado ao setor agrícola. Segundo o Ministério da Agricultura Produtiva e Terras, a etapa estadual resultou na escolha de 75 porta-vozes titulares, acompanhados de seus respectivos suplentes. Caberá a esse grupo levar propostas e posicionamentos das bases para a próxima fase do processo.
A dinâmica organizativa prevê a criação de três comissões temáticas: organização e formação; economia produtiva; e defesa territorial e soberania nacional. De cada uma delas, sairá um representante para a instância nacional camponesa.
Nas redes sociais, o ministro de Agricultura Produtiva e Terras, Julio León Heredia, descreveu o processo como “uma extraordinária força orgânica criada por nosso presidente Nicolás Maduro para produzir e defender a Pátria.” Em entrevista ao canal estatal VTV, Heredia acrescentou que “o campesinato está somado nessa tarefa tão importante, na qual o elemento central é o que estamos concluindo neste momento. Ou seja, consolidar bem a organização.”
Os conselhos camponeses são estruturas territoriais formadas por moradores de comunidades rurais que optam por se organizar com foco na produção agrícola e no fortalecimento de iniciativas locais. Segundo informações do ministério, o desenho institucional busca articular produção, formação, planejamento e defesa territorial como eixos estratégicos para a atuação do setor.
O objetivo declarado do governo é que o Conselho Nacional de Camponeses resulte em uma instância capaz de coordenar políticas e diretrizes junto às bases produtivas. A previsão é que o processo constituinte interno permita formular propostas para o desenvolvimento agrícola e ampliar a participação das comunidades rurais no planejamento estatal.
