O músico gaúcho Maloca Johnson lança nas principais plataformas digitais, nesta terça-feira (20), Aquecendo a Solidão, seu primeiro álbum autoral em língua portuguesa e o segundo de uma série de sete discos previstos até setembro de 2027. O trabalho marca um novo momento na trajetória do artista, que passa a apresentar, de forma mais direta, composições voltadas a temas como relações afetivas, solidão, tecnologia e cotidiano urbano.
Gravado no Panamá Estúdio Pub, em Porto Alegre, o disco é resultado de cinco anos de produção e tem direção musical de Leandro Schirmer, multi-instrumentista e arranjador. Ao longo das 13 faixas, Maloca Johnson combina influências do rock, elementos da bossa nova e outras sonoridades, em uma linguagem acessível e voltada ao diálogo com diferentes públicos.
“Neste lançamento eu reuni algumas das melhores músicas do início da minha carreira de cantor e compositor ─ Challenger, Os Vikings e Já Cansei de Esperar ─ com criações recentes, mais poéticas e românticas, como Eva e a Pedra e Pés pelas Mãos“, afirma Maloca Johnson.
O repertório traz parcerias com o guitarrista João Carlos da Silva, o pianista Rodrigo Tranquilo e o músico e arranjador Chico Ferretti. A mixagem ficou a cargo de Marco Maciorowski, enquanto a masterização foi realizada por Leo Bracht, todos atuantes na cena musical do Rio Grande do Sul.
“É o meu primeiro álbum em língua portuguesa, de uma série de sete álbuns, que serão lançados numa base trimestral, até o final de 2027. Foram vários anos de trabalho concentrado na preparação dos fonogramas. Agora, estou muito feliz e curioso sobre o resultado desta aventura”, revela.
O artista
Por trás do nome artístico Maloca Johnson está Alexandre Ruszczyk Neto. Com trajetória inicial nas ciências, atuou como biólogo e professor universitário e foi um dos pioneiros em projetos de pesquisa em Ecologia Urbana no Brasil. Ainda na década de 1990, venceu um concurso de artes da Universidade de São Paulo (USP) cujo prêmio era um estágio em uma escola de arte na Flórida, que acabou recusando.
Após a transição para o campo artístico, passou a se dedicar integralmente à criação musical, literária e poética. Em sua obra, articula relato pessoal, humor, reflexão social e experimentação sonora, buscando novas formas de narrar o cotidiano.
