A morte do cubano Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, foi classificada como homicídio, de acordo com o laudo da autópsia publicado nesta quarta-feira (21).
Morto no dia 3 de janeiro, ele estava sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), no Camp East Montana, centro de detenção de imigrantes em El Paso, no Texas.
Uma nota publicada no site oficial do ICE informa que “ele foi declarado morto às 22h16, após apresentar problemas de saúde. A causa da morte está sendo investigada”.
O resultado da autópsia, no entanto, indica que a causa da morte foi asfixia por compressão no pescoço e no peito. O legista passou as informações à filha de Geraldo, que gravou a conversa, posteriormente obtida pelo jornal The Washington Post. Segundo o jornal, a cena foi testemunhada por Jesus Flores, outro detento que estava no local.
“Ele falava: ‘Eu não consigo respirar, não consigo respirar’. Depois disso, não conseguimos mais ouvir a voz”, declarou Flores, em entrevista ao The Washington Post.
Ele relatou que as agressões começaram quando Campos se recusou a entrar na cela, alegando que não tinha tomado seus remédios naquele dia.
O relatório da autópsia descreve ferimentos na cabeça e no pescoço, incluindo vasos sanguíneos rompidos na parte frontal e lateral do pescoço, bem como nas pálpebras.
O laudo não implica intenção de matar, mas indica que a morte da vítima foi causada por outra pessoa, segundo Lee Ann Grossberg, patologista forense independente que revisou a autópsia a pedido do jornal The Washington Post.
Geraldo Lunas Campos é o 3º imigrante a morrer Camp East Montana, centro de detenção em funcionamento desde agosto de 2025. No dia 7 de janeiro, uma mulher foi assassinada a tiros por oficiais do ICE em Minneapolis, no estado de Minnesota, gerando protestos contra o serviço de imigração dos Estados Unidos.
