A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (23) nova operação para apurar operações irregulares no fundo Rioprevidência, que faz a gestão do patrimônio de aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. Chamada de Barco de Papel, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. As investigações concluíram que esses ativos seriam ligados ao Banco Master.
De acordo com a PF, a investigação foi iniciada em novembro de 2025 e identificou nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que movimentaram R$ 970 milhões. Esse dinheiro era da Rioprevidência em títulos de renda fixa emitidos pelo Master.
“Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva”, disse a PF em nota.
A Rioprevidência já havia aplicado R$ 2,6 bilhões em fundos ligados ao Master em novembro. Na ocasião, a denúncia indicava que essas aplicações foram feitas em 2024 e 2025.
Com a liquidação do Banco Máster em 19 de novembro, a própria Rioprevidência se posicionou confirmando os aportes de R$ 960 milhões, mas garantindo que os pagamentos aos aposentados e pensionistas não seriam afetados.
“O Rioprevidência ressalta ainda que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, não havendo qualquer risco para os segurados do Estado do Rio de Janeiro. Cabe destacar ainda que o valor investido junto à instituição é inferior ao da folha mensal paga pela autarquia aos aposentados e pensionistas, hoje em R$ 1,9 bilhão, custeada em grande parte pela receita de royalties e participações especiais”, disse a autarquia em nota.
Antes mesmo dessa movimentação, o Tribunal de Contas do RJ (TCE-RJ) havia alertado em maio para possíveis irregularidades na gestão deste fundo.
