Guerra digital

Caso Master: Polícia Federal investiga pagamento de influenciadores para atacar o Banco Central

Postagens seguiam um padrão e tentavam convencer o público de que a decisão de liquidar o banco foi equivocada

Fraudes no Banco Master podem chegar a R$ 12,2 bilhões.
Fraudes no Banco Master podem chegar a R$ 12,2 bilhões. | Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação formal nesta quarta-feira (28) para apurar o pagamento de influenciadores na internet para atacar o Banco Central (BC), após a liquidação do Banco Master. A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli

Os ataques coordenados teriam começado após a decisão do BC, em novembro do ano passado, quando a PF deflagrou uma operação contra o banqueiro Daniel Vorcaro e outros integrantes da diretoria do Master, acusados de fraudes financeiras. Nesta semana, a Justiça começou a ouvir os depoimentos dos investigados no caso.

O grupo de combate ao crime organizado da Polícia Federal vai cuidar do caso. Eles pretendem ouvir os envolvidos e analisar as mensagens publicadas nas redes sociais. A polícia acredita que cerca de 40 perfis participaram da ação coordenada, apelidada de “Projeto DV”, em referência às iniciais do banqueiro.

As postagens seguiam um padrão e tentavam convencer o público de que a decisão de fechar o Master foi equivocada. Algumas mensagens diziam que “pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master” e que o processo aconteceu em um tempo “considerado incomum”.

Segundo a PF, relatos mostram que profissionais de marketing digital buscaram os criadores de conteúdo no fim de 2025, com o objetivo de espalhar notícias negativas contra a liquidação do banco feita pela autoridade monetária. Em um dos casos, o valor oferecido chegou a R$ 7,8 mil por publicação.

As fraudes envolvendo o Banco Master e que ensejaram sua liquidação pelo Banco Central podem chegar a R$ 12,2 bilhões.

Editado por: Luís Indriunas

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