Solidariedade

Venezuela: Movimentos populares organizam atos pela liberdade de Maduro e Cilia Flores em 10 capitais brasileiras

Manifestações denunciam a intervenção militar dos EUA e o sequestro do mandatário venezuelano

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O presidente americano Donald Trump afirmou que o controle dos Estados Unidos sobre a Venezuela, após seu governo atacar o país e capturar o presidente Nicolás Maduro, pode durar anos. | Crédito: Nacho Lemus/Telesur

Com o objetivo de denunciar o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama e deputada Cilia Flores, assim como as agressões dos Estados Unidos (EUA) de Donald Trump contra o país latino-americano, organizações populares, movimentos políticos e coletivos realizam nesta quarta-feira (28) uma jornada de manifestações em diversas capitais brasileiras. 

As mobilizações fazem parte de uma articulação internacional de solidariedade ao povo venezuelano e de repúdio à escalada militar, econômica e diplomática conduzida pelo governo de Donald Trump. Além do Brasil, estão previstos atos pelas ruas de toda a América Latina nos diversos territórios onde atuam essas organizações, e também nas redes sociais.

Os atos exigem a libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, sequestrados em um ataque militar estadunidense no dia 3 de janeiro.

Desde a ofensiva militar no início do mês, manifestações parecidas vêm sendo realizadas em diversos estados do Brasil e em outros países da América Latina e da Europa. As mobilizações denunciam não apenas a captura do presidente venezuelano, mas também o precedente aberto para novas intervenções na região, sob o discurso do combate ao narcotráfico e da “segurança nacional”.

Para os organizadores, o ato desta quarta-feira (28), em Brasília (DF), será também um chamado à sociedade brasileira. “Defender a soberania da Venezuela é defender a soberania dos povos latino-americanos”, afirmam. A manifestação reforça a mensagem de repúdio ao imperialismo e de solidariedade internacional.

O protesto integra uma agenda ampla de mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump, deve continuar enquanto persistirem as sanções, a intervenção militar e a prisão das lideranças venezuelanas.

Indignação de Lula 

Durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou-se “indignado” com a ação dos EUA, classificando-a como uma falta de respeito à integridade territorial. Ele ressaltou que a América do Sul é um “território de paz” e questionou como foi possível a entrada de tropas estrangeiras e o sequestro de um mandatário dentro de sua própria casa sem que houvesse uma reação imediata.

Além de Lula, lideranças do partido e a própria bancada do PT no Congresso condenaram veementemente a agressão militar, descrevendo-a como um “sequestro” e uma “afronta gravíssima à soberania”. O partido defende que a solução para a crise venezuelana deve ser multilateral (via ONU) e pacífica.

Confira a lista de atos confirmados:

Manaus (AM) – Parada do Dom Bosco | 16h
Belém (PA) – CAN – Bairro Nazaré | 17h
Natal (RN) – Alecrim | 9h
Fortaleza (CE) – Praça da Bandeira | 15h30
Maceió (AL) – Calçadão do Centro | 15h
Salvador (BA) – Praça da Piedade | 16h
São Paulo (SP) – Teatro Municipal | 17h
Campinas (SP) – Rua Treze de Maio, 37 | 18h
Ribeirão Preto (SP) – Terminal de Ônibus da Catedral (R. Américo Brasiliense, 521) | 18h30
Rio de Janeiro (RJ) – Cinelândia (Centro) | 16h
Brasília (DF) – Embaixada dos Estados Unidos | 17h
Porto Alegre (RS) – Esquina Democrática (Centro) | 17h

Editado por: Maria Teresa Cruz

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