sanções geram ódio

Após pressão para suspender Israel e EUA, Fifa muda postura e defende readmissão da Rússia

Gianni Infantino, que deu ‘Prêmio da Paz’ a Trump, disse que sanções ‘não servem para nada e geram frustração e ódio'

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta presidente da FIFA, Gianni Infantino TASS
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta presidente da FIFA, Gianni Infantino | Crédito: TASS

O presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), Gianni Infantino, criticou a demanda feita por alguns países para a suspensão de Israel de dos Estados Unidos de competições organizadas pela entidade.

Em entrevista ao canal Sky News, nesta segunda-feira (02/02), o chefe do organismo que comanda o futebol mundial disse que, pelo contrário, está estudando derrubar as punições impostas à Rússia e à Bielorrússia.

Segundo Infantino, “as sanções se mostraram claramente ineficazes, não servem para nada”, no contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Só geram mais frustração e ódio”, completou.

Desde fevereiro de 2022, a Rússia está suspensa de todos os torneios realizados pela Fifa, em medida adotada como punição pela invasão das forças militares russas ao território da Ucrânia.

Já a Bielorrússia, aliada de Moscou na guerra, não está suspensa, mas enfrenta restrições: os clubes e seleções do país podem participar das competições, mas são obrigados a disputar seus jogos como mandante fora do seu país.

As mesmas sanções são aplicadas pela União Europeia de Futebol Associado (UEFA).

Israel e EUA


O motivo da punição à Rússia e à Bielorrússia tem feito com que algumas organizações solicitassem a suspensão de Israel à Fifa, em função do genocídio perpetrado pelas forças militares desse país à população palestina da Faixa de Gaza, no qual já morreram mais de 70 mil civis – segundo estatística que, agora, é admitida pelas próprias autoridades israelenses.

No caso dos Estados Unidos, algumas organizações passaram a defender a mesma punição nas últimas semanas, após a invasão a Caracas no dia 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Os pedidos por uma punição baseado no princípio da isonomia e tem sido direcionado também a outras entidades esportivas, como o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Infantino evitou responder sobre os casos de Israel e dos Estados Unidos, mas enfatizou sua resposta sobre o fim das punições, especialmente no caso da Rússia. “Seria muito bom se jogadores e jogadoras da Rússia pudessem participar de partidas em outros lugares da Europa. É algo que definitivamente temos que fazer”, argumentou.

Vale lembrar que, em dezembro de 2025, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, Infantino entregou ao presidente estadunidense Donald Trump, o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa, honraria que, até o momento, não se sabe se será dada anualmente a diferentes figuras ou se foi pensada exclusivamente para o mandatário norte-americano.

*Com informações de RT e Sky News.

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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