Excelência Esportiva

‘Bolsa Atleta abre porta para profissionalização em modalidades não comuns no país como as dos Jogos Olímpicos de Inverno’, aponta Iziane Marques

Brasileiros em Milão são ou foram beneficiários; secretária de Excelência Esportiva aponta recorde de inscrição em 2026

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Secretária Nacional de Excelência Esportiva - SNE, Iziane Marques
Secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques | Crédito: Ministério do Esporte

Celebrado neste 10 de fevereiro, o Dia do Atleta Profissional no Brasil simboliza o reconhecimento do esporte como trabalho, uma conquista consolidada na década de 1990 com a Lei Pelé. Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a secretária nacional de Excelência Esportiva do Ministério do Esporte e ex-jogadora de basquete, Iziane Marques, detalhou a força atual do programa, que acaba de bater um novo recorde histórico de inscrições.

O Bolsa Atleta, como maior programa de incentivo direto ao atleta do Brasil, é uma política pública muito importante. E a gente quebra mais um recorde de inscrições, com mais de 11 mil atletas inscritos”, anunciou. As inscrições para a edição de 2026 foram finalizadas na semana passada, e a expectativa é de que a lista final dos contemplados seja publicada em março, quando os atletas começarão a receber os recursos. No ano passado, o programa injetou R$ 176 milhões diretamente na carreira dos esportistas.

Com a promulgação da nova Lei Geral do Esporte, em 2023, o Bolsa Atleta incorporou avanços importantes, especialmente na proteção social. Marques destacou a inclusão das atletas gestantes e puérperas como uma grande conquista. No entanto, ela reforçou a natureza do programa: “O programa Bolsa Atleta é um programa de alto rendimento. Ele contempla aqueles atletas que tiveram resultados, e não necessariamente atletas de baixa renda. O programa visa a performance e o resultado do atleta”.

Esse foco na excelência abre portas até para modalidades menos tradicionais no país. A secretária revelou que, para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, 15 atletas estão no programa – sendo que nove já passaram por ele e sete são beneficiários atuais. “O financiamento em programas como o Bolsa Atleta também abre uma porta para profissionalização em modalidades que não são muito comuns no nosso país”, confirmou.

A secretária ponderou a dificuldade de equiparar a infraestrutura de um país continental, mas concluiu: “O Brasil hoje não fica atrás de quase nenhuma estrutura na América do Sul e está aí dentro das inúmeras estruturas olímpicas do mundo”.

Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil e as Olimpíadas de Los Angeles em 2028, o ciclo de alto rendimento está a todo vapor. “O calendário do esporte de alto rendimento não para”, disse. Ela citou eventos-teste já realizados, como uma Copa do Mundo de Vela em Fortaleza, e os próximos desafios, como o Mundial de Marcha Atlética em Brasília. “A gente tem tentado estar presente em todos eles, incentivando e apoiando, levando recurso necessário para que esses atletas possam performar em território brasileiro, conseguir seus índices e estar presente nas grandes competições do esporte mundial”.

Para Iziane Marques, que vivenciou a transição de atleta a gestora, o Bolsa Atleta é mais que uma transferência de renda; é o alicerce que permite ao Brasil sonhar, treinar e competir entre as potências esportivas globais.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Luís Indriunas

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