Já foi ameaçado

Petro afirma ter escapado de atentado durante viagem de helicóptero

Presidente da Colômbia disse que avião abortou pouso em local que estava cercado por grupo armado ligado ao narcotráfico

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro | Crédito: Martin Bernetti/AFP

Durante uma reunião ministerial realizada nesta terça-feira (10), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, relatou ter escapado de atentado organizado por grupos narcotraficantes próximo à cidade de Montería, no norte do país.

Segundo o mandatário, o helicóptero tinha programado pousar na localidade para um evento no qual participaria na noite desta segunda-feira (9), mas foi obrigado a abortar a operação ao perceber a emboscada.

“Navegamos em alto mar por quatro horas e acabamos aterrissando em outro lugar, para não sermos alvejados”, recordou o presidente colombiano.

Na mesma reunião, Petro disse que vem recebendo “há meses” vários ameaças de grupos narcotraficantes e alertas de forças de segurança do país sobre um plano para atacá-lo.

Além disso, o presidente mencionou um plano orquestrado por um general da Polícia Nacional da Colômbia que teria recebido ordens para “introduzir substâncias psicoativas” em seu veículo oficial, o que seria parte de um plano para sabotar a reunião bilateral que ele teria com o presidente Donald Trump.

Petro não revelou o nome do general, mas disse que ele e outros membros da Polícia Nacional teriam sido exonerados depois do episódio. A reunião com Trump na Casa Branca aconteceu no dia 3 de fevereiro.

Histórico de violência contra a esquerda

A Colômbia possui um longo histórico de lideranças de esquerda assassinadas, desde o atentado que resultou na morte de Jorge Eliécer Gaitán, líder do Partido Liberal Colombiano, em abril de 1948.

Em 2023, a Corte Interamericana de Direitos Humanos chegou a condenar o Estado colombiano por permitir o “extermínio” do partido progressista União Patriótica, a partir de documentos comprovando o assassinato de mais de 6 mil militantes da legenda entre os anos de 1987 e 2003.

A lista de vítimas do União Patriótica inclui Jaime Pardo Leal, primeiro candidato presidencial do partido, que ficou em terceiro nas eleições de 1986 e acabou assassinado em outubro de 1987; Luis Carlos Galán, que morreu em agosto de 1989 quando as pesquisas o indicavam como favorito para as eleições presidenciais do ano seguinte; e Bernardo Jaramillo, morto em março de 1990 após substituir Galán como presidenciável do partido.

Ademais, o próprio Petro foi alvo de ameaças durante sua campanha eleitoral em 2022 e também em outros momentos durante seu mandato como presidente.

Contexto eleitoral

Sua acusação surge em meio à campanha para as eleições legislativas do país, marcadas para o próximo dia 8 de março.

Ademais, o país também terá eleições presidenciais dentro de três meses, com o primeiro turno marcado para o dia 31 de maio e o segundo, se necessário, no dia 21 de junho.

A lei colombiana não permite que Petro concorra à reeleição, mas sua coalizão, o Pacto Histórico, anunciou o senador Iván Cepeda como candidato governista à sucessão.

*Com informações de Univisión e RT.

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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