Irã e Estados Unidos iniciaram nesta terça-feira (17), em Genebra (Suíça), uma segunda rodada de negociações com foco no programa nuclear iraniano e questões relacionadas à segurança regional.
O governo iraniano declarou pouco antes de iniciar as conversas que qualquer acordo alcançado com os Estados Unidos deverá contemplar o levantamento das sanções econômicas.
“O levantamento das sanções é indissociável de qualquer acordo sobre a questão nuclear”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, em um vídeo divulgado pela emissora pública Press TV.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã na noite de segunda-feira (16), ao afirmar que a falta de um acordo terá “consequências” para o país persa.
“Eles querem chegar a um acordo (…). Não acredito que queiram as consequências de não alcançar um acordo”, sinalizou o presidente estadunidense.
A reunião em Genebra dá seguimento à primeira rodada de diálogos que ocorreu em 6 de fevereiro em Mascate, a capital de Omã.
Escalada
As conversas ocorrem em meio a tensões entre Washington e Teerã. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, afirmou que poderia afundar o porta-aviões estadunidense enviado à região.
“Ouvimos o tempo todo que [os Estados Unidos] enviaram um navio de guerra ao Irã. Um navio de guerra é efetivamente uma arma perigosa, mas mais perigosa é a arma capaz de afundá-lo”, declarou Khamenei em um discurso nesta terça.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln, com cerca de 80 aeronaves a bordo, foi mobilizado por Washington junto com 11 navios de guerra e segundo imagens de satélite obtidas pela Agência France-Presse (AFP), está a cerca de 700 km das costas do Irã.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o envio de outro porta-aviões à região, o USS Gerald R. Ford, utilizado pelas forças estadunidenses durante a operação militar no Caribe que culminou com a agressão militar contra a Venezuela no dia 3 de janeiro.
Paralelamente, a Guarda Revolucionária iraniana mobilizou na última segunda-feira navios e helicópteros e testou drones e mísseis próximas ao estreito de Ormuz, que foi fechado parcialmente. A passagem é fundamental para o escoamento da produção de petróleo dos países da região.
*Com informações da AFP
