Resistência

Multidão vai às ruas do Irã lamentar morte de Khamenei e reivindicar ‘vingança’

População se reuniu em diversas cidades após assassinato do líder supremo; cidadãos exigem 'morte à América'

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Iranianos se reúnem em uma praça de Teerã em 1º de março de 2026 para lamentar a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei
Iranianos se reúnem em uma praça de Teerã em 1º de março de 2026 para lamentar a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei | Crédito: Atta Kenare/AFP

Milhares de iranianos enlutados saíram às ruas no domingo (1º) em diversas partes do país, incluindo na Praça Enghelab, no centro da capital iraniana Teerã, para lamentar o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e expressar rejeição aos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel desde o dia anterior.

Imagens divulgadas pela mídia local mostram a população vestida de preto, enquanto alguns cidadãos choram, e outros seguram bandeiras iranianas e fotos de Khamenei. No santuário de Hazrat Masoumeh, em Qom, manifestantes entoavam frases como “morte à América” e “morte a Israel”. Moradores da cidade de Isfahan também se reuniram no centro do Irã, na Praça do Imã, para protestar contra a ofensiva norte-americana e israelense.

Já na Praça Enghelab, civis marchavam enquanto mulheres com véu eram vistas cantando e erguendo imagens do líder supremo. Manifestantes também pedem vingança pela agressão militar de Washington e Tel Aviv.

Iranianos também se concentraram no santuário do Imam Reza, na cidade de Mashhad.

O governo persa confirmou a morte do aiatolá na noite de sábado, horas depois do presidente norte-americano Donald Trump anunciar o assassinato do clérigo de 86 anos, que ele descreveu como “uma das pessoas mais malignas da história”. Khamenei liderou o Irã e a Ummah muçulmana por 37 anos desde o falecimento do fundador da República Islâmica, Imam Khomeini, em 1989.

Após a confirmação da morte, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) emitiu um comunicado prometendo punições “severas e decisivas” para os “assassinos”. O grupo ainda garantiu que lançaria a operação “mais feroz” da história contra Israel e bases militares dos Estados Unidos instaladas em países do Golfo.

Por outro lado, Trump ameaçou que qualquer retaliação levaria o Irã a ser atingido por uma força que “nunca foi vista antes”.

* Com Tasnim

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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