Em reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta segunda-feira (2) com deputados, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse que se a proposta enviada pelo governo não for aprovada, a instituição “para de funcionar”, segundo informações obtidas pelo Brasil de Fato DF.
A proposta enviada à CLDF pelo governo Ibaneis autoriza a venda de imóveis públicos do Distrito Federal para capitalizar o BRB.
Segundo o presidente do banco, haverá consequências caso a proposta não seja aprovada na Casa, como interrupção de investimento em programas sociais operados pelo banco, caos no transporte público, paralisação da entrega de medicamentos de alto custo e suspensão das operações de crédito.
“Chegamos ao ponto central: o Projeto de Lei n° 2175/2026. Este PL não é cheque em branco. Não autoriza gasto automático. Ele cria instrumentos legais para ser assegurada a sobrevivência do bạnco com estabilidade e solidez”, disse.
O dirigente iniciou o discurso defendendo o BRB e alegando que as operações continuam funcionando normalmente mesmo após a crise. De acordo com ele, o que está em debate “não é o passado, é a estabilidade futura”.
“Muito se fala em um rombo de R$ 22 bilhões. Precisamos separar manchete de realidade técnica. Os valores definitivos dependem da conclusão das auditorias em curso”, declarou durante a reunião.
O presidente ainda disse que duas auditorias forenses foram contratadas pelas empresas Machado Meyer e Kroll, além de compartilhamento de “achados relevantes” com a Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central e Comissão de Valores Imobiliários (CVM) que fundamentam a abertura de um novo inquérito policial.
Ao Brasil de Fato DF, o deputado Gabriel Magno (PT) classificou a fala do presidente como “protocolar” e que não apresenta dados relevantes. “Ele começa com ‘o BRB é vítima!’. Mas vítima de quem?? Porque é curioso isso. Quem era o presidente? Quem indicou o presidente? Eles defenderam o negócio, agora o BRB é vítima? Não dá pra esquecer quem comanda e comandava o banco e que o governador defendeu publicamente que seria um excelente negócio”, pontuou.
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