8M na Bahia

Em defesa da vida das mulheres, organizações e movimentos sociais convocam ato unificado no 8 de março em Salvador

Mobilização, que se soma a calendário nacional, também luta pela democracia e fim da escala 6x1

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Mobilizações em defesa da vida e direitos das mulheres estão sendo convocadas em todo o país | Crédito: Lorena Andrade/Brasil de Fato

No próximo domingo (8), Dia Internacional das Mulheres, movimentos sociais, sindicais, coletivos feministas, grupos culturais, partidos políticos e comunidades de Salvador (BA) estarão nas ruas no ato unificado do 8 de Março. Com o lema “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, a mobilização se concentra partir das 9h no Cristo da Barra e segue em caminhada até o Farol, na orla da capital.

Organizado e convocado pelo Movimento 8M, coletivo que reúne diversas organizações e entidades do campo e da cidade, o ato tem o objetivo de denunciar a escalada da violência de gênero na Bahia e exigir políticas públicas que saiam do papel. 

Aumento da violência

A mobilização acontece num contexto de escalada da violência contra as mulheres. De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça, 103 mulheres foram assassinadas na Bahia em 2025, tornando o estado o quarto do país com mais casos de feminicídio. Mais de 80% das vítimas são mulheres negras, jovens e trabalhadoras. 

“Não somos estatísticas. O feminicídio é o ápice de um sistema que negligencia nossos direitos, que vão desde a falta de uma creche até a ausência de Casas Abrigo”, denuncia o Movimento 8M em manifesto divulgado por meio das redes sociais.

Mulheres vivas e com direitos

A manifestação também amplia o debate sobre segurança pública, conectando a violência doméstica à exploração trabalhista. Além do fim do feminicídio, o movimento também exige maior orçamento para serviços públicos de proteção às mulheres e redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1.

“Não existe democracia real enquanto mulheres forem silenciadas através do seu assassinato ou através do medo. O 8M tece críticas ainda ao desmonte de serviços de atendimento à mulher e à precarização das políticas de proteção”, salientam as organizações.

“O ato do dia 8 de março não é apenas uma caminhada, mas a manifestação de um movimento social organizado que se recusa a aceitar o ‘novo normal’ da violência. É também um convite para que cada cidadã e cidadão se junte à luta por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e escala 6×1”, finaliza o manifesto.

Serviço

O quê: Ato unificado do Dia Internacional das Mulheres – “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”
Quando: 8 de março (domingo), às 9h
Onde: Concentração no Cristo (Barra), com destino ao Farol da Barra, em Salvador (BA)

Editado por: Lorena Andrade

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