O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta segunda-feira (9) que a Rússia está pronta para fornecer petróleo e gás aos países europeus sob a condição de uma “reorientação” na política econômica deles em relação a Moscou.
“Se as empresas e os compradores europeus decidirem repentinamente se reorientar e nos fornecer uma cooperação sustentável e de longo prazo, livre de pressões políticas, então sim”, disse Putin durante uma reunião do governo sobre o mercado global de petróleo e gás.
Segundo Vladimir Putin, a Rússia nunca se recusou a trabalhar com os europeus, mas afirmou que agora Moscou “precisa de alguns sinais” dos países europeus de que “eles estão prontos e dispostos a trabalhar e garantirão essa estabilidade e resiliência para nós”.
O presidente russo também observou que a Rússia poderia decidir transferir o fornecimento de energia da Europa para destinos mais atrativos, sem esperar que a UE abandone seu petróleo e gás. Ele lembrou que, a partir de 25 de abril, os países da UE planejam introduzir restrições adicionais à compra de hidrocarbonetos russos, incluindo GNL, podendo chegar a uma proibição total dessas importações em 2027.
Segundo Putin, o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de hidrocarbonetos está mudando devido ao conflito no Oriente Médio, o que levará a uma nova realidade de preços estáveis.
As falas do presidente russo acontecem em meio à instabilidade do mercado de petróleo e gás diante dos problemas com o fornecimento pelo Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz movimenta de 20% a 25% do tráfego mundial de petróleo. Após o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, o Irã anunciou que bloquearia o estreito. A interrupção do tráfego marítimo levou a uma alta nos preços do petróleo.
Nesta segunda-feira (9), o preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde agosto de 2022, atingindo US$ 119.
