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Moraes determina prisão de PMs do DF que se omitiram na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023

Cúpula da corporação foi condenada a 16 anos de prisão, em dezembro do ano passado

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PMs omissos foram condenados a 16 anos de prisão, em dezembro do ano passado | Crédito: Joedson Alves/Agencia Brasil

Nesta quarta-feira (11), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão de cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que foram condenados por omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Os condenados com a prisão decretada são: o ex-comandante-geral da PMDF Fábio Augusto Vieira; o ex-subcomandante-geral da corporação Klepter Rosa Gonçalves; e os coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa e Marcelo Casimiro Vasconcelos. Todos foram condenados a 16 anos de prisão, em dezembro do ano passado.

Eles vão ficar presos na área do 19° Batalhão da Polícia Militar, conhecida como Papudinha, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O espaço abriga presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

A Papudinha também é o local do cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. também estão lá o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques.

Resumo do caso

O STF entendeu que a PMDF recebeu muitos avisos sobre a possibilidade de ataques antes do 8 de janeiro. Um deles foi o Relatório de Inteligência, que, dois dias antes, havia alertado sobre as movimentações não só dos golpistas que estavam no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, no Setor Militar Urbano de Brasília, mas também de outros grupos que se deslocavam até a capital.

Foram usadas mensagens interceptadas pela inteligência para identificar as movimentações e os planos de “tomada do poder” pelos bolsonaristas.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes citou o histórico dos atos para mostrar que a PMDF usou um método ineficiente para tentar impedir o rompimento das barreiras e a invasão aos prédios públicos.

Editado por: Rodrigo Gomes

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