O ator espanhol Javier Bardem defendeu a Palestina ao apresentar a categoria de melhor filme internacional no Oscar 2026, neste domingo (15), em Los Angeles. No palco, Bardem disse “não à guerra e liberdade à Palestina” antes do anúncio do prêmio, que ficou com o norueguês Valor Sentimental.
Bardem apareceu na cerimônia usando um broche com a frase “No a la guerra”, em espanhol. O ator afirmou no tapete vermelho que o acessório era o mesmo que usou em 2003, quando protestou contra a guerra do Iraque.
A manifestação ocorreu no momento da apresentação de uma das categorias em que o Brasil estava na disputa. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, concorria a melhor filme internacional, mas foi derrotado por Valor Sentimental.
A fala de Bardem se soma a outras manifestações políticas registradas na noite. Ao receber o Oscar de melhor documentário por Um Zé Ninguém Contra Putin, o cineasta David Borenstein também criticou a guerra e mencionou a violência contra imigrantes em ações do ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos.
A posição de Bardem não é inédita. Em fevereiro deste ano, o ator esteve entre mais de 80 profissionais do cinema que assinaram uma carta pública criticando o silêncio institucional do Festival de Berlim diante do genocídio promovido por Israel em Gaza. O documento cobrava posicionamento do festival e defendia a liberdade de expressão de artistas que denunciam a ofensiva contra o povo palestino.
Nos últimos meses, o ator já havia feito outras manifestações públicas em defesa da Palestina. Em setembro de 2025, durante o Emmy, Bardem também usou o tapete vermelho para denunciar o genocídio em Gaza e pedir o fim da violência contra os palestinos.
