América Latina

Argentina: identidades de 12 pessoas desaparecidas durante a ditadura são reveladas

A antropóloga Anahí Ginarte enfatizou que algumas áreas ainda não foram analisadas e que o trabalho continuará ao longo

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As descobertas foram feitas durante a 12ª campanha de buscas, desta vez em uma área que já havia sido relatada na década de 1980 pelo trabalhador rural Julián Solanille
As descobertas foram feitas durante a 12ª campanha de buscas, desta vez em uma área que já havia sido relatada na década de 1980 pelo trabalhador rural Julián Solanille | Crédito: Tiempo Argentino

Autoridades argentinas do Tribunal Federal de Mendoza, com a participação do presidente, o juiz Miguel Hugo Vaca Narvaja, e familiares das vítimas, demandantes e membros da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), revelaram as identidades de 12 pessoas sequestradas durante a ditadura argentina de Jorge Rafael Videla.

Os nomes identificados foram: Ramiro Sergio Bustillo, José Nicolás Brizuela, Raúl Oscar Ceballos Cantón, Adriana María Carranza ou Cecilia María Carranza, Carlos Alberto D’Ambra, Alejandro Jorge Monjeau, Mario Alberto Nívoli, Elsa Mónica O’Kelly Pardo, Oscar Omar Reyes, Eduardo Jorge Valverde e Sergio Julio Tissera. Eles foram sequestrados e torturados na detenção clandestina, centro de tortura e extermínio “La Perla” (Córdoba).

O juiz Miguel Vaca Narvaja informou que familiares de um dos identificados solicitaram que seu nome não fosse divulgado.

Ainda foi detectado um perfil genético 100% compatível com o das irmãs Adriana María Carranza Gamberale e Cecilia María Carranza Gamberale, mas, devido ao fato de serem gêmeas, não é possível determinar a qual delas o achado corresponde.

Também participaram do evento Carlos Vullo, diretor do laboratório de genética forense, e Silvana Turner, responsável pelo trabalho em La Perla.

As descobertas ocorreram durante a 12ª campanha de buscas, desta vez em uma área que já havia sido relatada na década de 1980 pelo trabalhador rural Julián Solanille, conhecida como Loma del Torito, no antigo Terceiro Corpo do Exército.

Por sua vez, a antropóloga Anahí Ginarte salientou que algumas áreas ainda não foram analisadas e que o trabalho continuará ao longo de 2026.

Segundo a mídia local, as famílias das vítimas expressaram emoção e gratidão pela luta das organizações de direitos humanos, das equipes especializadas e pelo apoio da sociedade ao longo de 50 anos.

Editado por: Telesur
Conteúdo originalmente publicado em: Telesur

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