No marco dos dois anos de criação do Plano Juventude Negra Viva, a cidade do Rio de Janeiro recebe entre os dias 19 a 21 de março o Circuito Juventude Negra Viva (PNJV). Lançado em 21 de março de 2024, o plano foi elaborado a partir da escuta a mais de seis mil jovens de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, durante todo o ano de 2023. que hoje representam aproximadamente 23% da população brasileira.
O Plano articula 217 ações de 18 ministérios, coordenados pela Secretaria-Geral e o Ministério da Igualdade Racial. O PJNV terá a duração de 12 anos e será renovado a cada quatro anos. Entre as ações que fazem parte do plano estão os investimentos em câmeras corporais nas polícias, formação profissional em comunidades, a urbanização de favelas e o fortalecimento do acesso a direitos básicos, com foco na redução das desigualdades e na promoção da vida com incentivo à cultura e ao esporte.
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“Essa iniciativa do governo federal vem construindo soluções coletivas e territorializadas para garantir um futuro para a nossa juventude negra, principalmente num momento em que o país volta a discutir o papel do Estado diante da letalidade e da exclusão que marcam nossas favelas. O papel dos parlamentares têm sido ajudar nas articulações internas para ampliar a capilaridade do Plano, mobilizar coletivos de juventude para divulgar o Plano e articular a adesão de outros municípios”, disse ao Brasil de Fato a vereadora Maíra do MST (PT), integrante da segunda mesa que será realizada na Fundição Progresso no sábado (21).
Programação
Na quinta-feira (19), a programação é voltada para a formação de gestores municipais para a implementação das políticas raciais em seus territórios. Na sexta-feira (20), às 15h, será realizada a inauguração da Casa da Igualdade Racial, no Teatro Nelson Rodrigues, situado na Avenida República do Paraguai, 230, no Centro do Rio de Janeiro.
No sábado (21), o Parque Realengo recebe campeonatos de vôlei, skate e futebol das 7h às 12h. O encerramento será com um festival na Fundição Progresso, das 15h às 23h, na Lapa. Entre as atrações estão o Baile do Ademar com convidados, o projeto Estude o Funk, a Orquestra da Maré e mesas institucionais de debate com a presença de ativistas como Natasha Pasquini, René Silva e Jumper.
