greve continua

Servidores da assistência social mantêm paralisação e cobram abertura de diálogo com o GDF

Categoria atende cerca de 1 milhão de pessoas e critica falta de negociação

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Servidores da assistência social do DF realizam mobilização durante greve da categoria, que cobra valorização e abertura de negociação com o governo.
Servidores da assistência social do DF realizam mobilização durante greve da categoria, que cobra valorização e abertura de negociação com o governo. | Crédito: Brunna Ramos/BdF

A greve dos servidores da assistência social do Distrito Federal segue mobilizada e sem previsão de encerramento. A categoria, organizada pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social (Sindsasc), cobra do Governo do Distrito Federal (GDF) a abertura de negociações e reivindica equiparação de direitos já concedidos a outras carreiras. 

A categoria em greve atende atende mais de 1 milhão de pessoas no Distrito Federal e a mobilização busca chamar atenção para a importância da carreira pública de desenvolvimento e assistência social e para a necessidade de valorização dos profissionais, que, de acordo com sindicato, vem sofrendo descaso e desvalorização pelo governo de Ibaneis e Celina. 

Outro ponto central do movimento é a cobrança por diálogo com o governo. Até o momento, segundo o Sindsasc, a vice-governadora Celina Leão não quis receber representantes da categoria. A expectativa dos servidores é de que, diante da possível mudança no comando do Executivo local, com um novo governador eleito, nas próximas eleições, haja uma abertura de negociação, já que a atual gestão, não se mostrou receptiva.

“O que a gente espera é simples: que o governo conceda à nossa carreira o que já é concedido a outras 27”, afirma Clayton Avelar, presidente do Sindsasc.

De acordo com o dirigente sindical, a greve continua com forte adesão, mesmo após decisão judicial que impôs limites ao movimento. “A greve segue muito forte, apesar da limitação imposta pela decisão judicial, que está sendo cumprida”, destacou.

Avelar afirma que a continuidade da paralisação está diretamente ligada à ausência de propostas concretas para solucionar as dificuldades da carreira, por parte do governo. “Enquanto o GDF não apresentar proposta, a greve continue”, disse.

O sindicato também contesta o argumento do governo de falta de recursos orçamentários. Segundo Avelar, dados oficiais indicam uma situação fiscal favorável. “O que está publicado no Diário Oficial mostra que a situação financeira do GDF em relação ao gasto com pessoal é muito tranquila. Isso consta no relatório de gestão fiscal”, explicou.

Ele acrescenta que informações disponíveis no Portal da Transparência apontam superávit nas contas públicas. “Há uma diferença significativa entre receita e despesa sendo apresentada diariamente”, afirmou.

Mobilização da categoria continua

Nos últimos dias, representantes da categoria participaram de reuniões com secretarias do governo, mas segundo o sindicato não houve avanço. Na próxima quarta-feira (25), a categoria realizará uma reunião com o secretário de Economia e uma assembleia geral na próxima quinta-feira (26), para definir os próximos passos da mobilização.

Além disso, a agenda de mobilização inclui reuniões com unidades da assistência social, como Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e centros de convivência, nesta sexta-feira (20). 

O dirigente sindical também destacou que, independentemente de mudanças políticas no governo local, a categoria manterá sua postura. “Para nós, isso é indiferente. O que importa é a relação institucional entre o sindicato e o GDF e a defesa dos direitos da nossa categoria”, afirmou Avelar.

Segundo ele, os servidores não aceitarão a continuidade do que consideram um tratamento discriminatório. “Nossa categoria tem uma longa tradição de lutas e não vamos abrir mão disso, até porque temos convicção da importância do nosso trabalho para a sociedade”, concluiu.

Em meio a greve, Sedes decide aplicar multa a servidores

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) informou ao Brasil de Fato DF que atua para garantir que o público atendido pelos serviços de assistência social não seja prejudicado pela greve. Segundo a Pasta, foi ingressada ação judicial para suspensão da paralisação, obtendo decisão liminar que assegura a manutenção de, no mínimo, 80% dos servidores nos postos de trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. 

“Para que não haja prejuízo ao público atendido pela assistência social. Nesse sentido, a Pasta ingressou com ação para suspensão de greve e obteve decisão liminar para que seja mantido o efetivo mínimo de 80% dos servidores nos postos de trabalho, sob pena de multa diária de 50 mil reais”, destacou a pasta por meio de nota.


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Editado por: Flavia Quirino

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