O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), negou nesta sexta-feira (20) que já tenha decidido deixar o partido para se filiar ao PT. A declaração foi dada após a divulgação de uma carta assinada pelo Operativo Nacional da Dissidência da Revolução Solidária, grupo interno do partido não-identificado, que acusa o dirigente de ter firmado um acordo com a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota enviada ao Brasil de Fato, Boulos afirmou que o Movimento Revolução Solidária, corrente à qual está vinculado, ainda debate seus próximos passos políticos. O ministro também criticou a divulgação do documento da dissidência, classificando-o como “apócrifo” e resultado de “oportunismo e desespero”.
O episódio explicita a crise interna no Psol em torno da estratégia partidária para os próximos anos, que foi debatida no dia 7 de março deste ano. De um lado, setores ligados a Boulos defendiam a possibilidade de uma federação com o PT, como forma de ampliar a inserção institucional. De outro, as demais correntes do partido, que afirmavam que a aliança com um partido maior comprometeria a autonomia política da sigla.
A carta divulgada pela dissidência afirma que Boulos já teria decidido migrar para o PT desde o final de 2025 e que a proposta de federação teria sido utilizada como instrumento para viabilizar essa saída.
Boulos está filiado ao PSOL desde 2018, quando disputou a Presidência da República. Em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo. No fim de 2025, assumiu a Secretaria-Geral da Presidência República do governo Lula, substituindo Márcio Macêdo.
