LENDA EM CENA

Monólogo ‘Não me entrego, não!’ traz Othon Bastos ao Recife em curta temporada

Ator revisita sua extensa trajetória e reflete sobre carreira de artista aos 92 anos

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Veteranos das telas e palcos chega ao Recife na próxima semana
Veteranos das telas e palcos chega ao Recife na próxima semana | Crédito: Beti Niemeyer/Divulgação

A CAIXA Cultural Recife recebe, entre os dias 25 de março e 4 de abril, o ator Othon Bastos com o monólogo “Não me entrego, não!”, espetáculo que percorre memórias pessoais e profissionais do artista em uma encenação marcada por humor, emoção e reflexão. A montagem, que já ultrapassou a marca de 90 mil espectadores no país, chega à capital pernambucana para uma curta temporada com sessões de quarta a sábado, sempre às 19h30, reunindo público em torno de uma trajetória que atravessa décadas da cultura brasileira.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia e começam a ser vendidos na sexta (20), por meio do site da CAIXA Cultural.

Sozinho em cena, Othon Bastos revisita episódios marcantes de sua vida e carreira, costurando relatos que transitam entre o íntimo e o histórico. O espetáculo relembra trabalhos importantes no cinema, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, e no teatro, como Um grito parado no ar, ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão sobre o ofício do ator e os desafios enfrentados ao longo do caminho. A narrativa aposta em passagens leves e bem-humoradas, sem deixar de lado momentos mais densos que evidenciam a resiliência construída ao longo dos anos.

Com texto e direção de Flávio Marinho, o espetáculo se consolidou como um sucesso de público desde a estreia, permanecendo em cartaz por mais de um ano e meio em diferentes cidades. Para o diretor, a força da montagem está na combinação entre a história de vida do ator e sua capacidade de rir de si mesmo, estabelecendo uma conexão direta com a plateia.

Aos 92 anos, Othon Bastos mantém uma rotina ativa nos palcos e demonstra entusiasmo constante com o projeto. O ator destaca o caráter singular da experiência de protagonizar seu primeiro monólogo, centrado em sua própria trajetória. Em cena, ele opta por compartilhar lembranças alegres e curiosidades acumuladas ao longo da carreira, aproximando o público de sua vivência e reforçando a ideia de que, por trás do artista, existe uma pessoa comum.

A temporada no Recife contará com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras nas sessões das quartas-feiras, além de estrutura com assentos especiais para pessoas com deficiência.

Editado por: Rostand Tiago

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