Venezuelanos tomaram as principais avenidas da capital do país, Caracas, desde as primeiras horas desta segunda-feira (23) para exigir o fim imediato das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, pedir libertação do presidente Nicolás Maduro (PSUV) e da primeira-dama Cilia Flores e expressar apoio ao governo interino de Delcy Rodríguez.
A marcha faz parte dos apelos feitos pela mandatária em exercício para reafirmar a unidade nacional e a defesa da soberania. No ato, o secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, destacou que a retirada dessas medidas é essencial para a retomada plena dos serviços públicos, como hospitais e sistema elétrico.
“Hoje saímos para acompanhar nosso povo […] para enviar uma mensagem ao mundo de que as sanções devem ser suspensas na Venezuela”, declarou Cabello.
Os manifestantes se concentraram inicialmente na praça Morelos de Bellas Artes e foram percorrendo as avenidas México e Universidade até chegar à praça de Caracas. De acordo com o vice-presidente de Mobilização do PSUV, Nahum Fernández, a marcha reafirmou a soberania nacional. Para ele, o movimento também enfatizou que a união do povo é essencial para consolidar o crescimento econômico no âmbito do Plano das 7 Transformações (7T).
O povo venezuelano também expressou apoio à presidente interina Rodríguez, que assumiu o cargo após os atentados perpetrados pelos Estados Unidos contra o país em 3 de janeiro. Para o PSUV, a gestão de Rodríguez representa a continuidade dos projetos sociais em meio a agressões externas.
A população denunciou o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, resultado da agressão norte-americana. Os manifestantes exigiram sua libertação imediata, descrevendo o ato de Washington como uma flagrante violação do direito internacional e da paz regional.
A prefeita de Caracas, Carmen Meléndez, enfatizou que a resistência do povo venezuelano é fundamental na preservação da paz interna. Ainda segundo ela, a demanda pela retirada das sanções é feita diariamente, e, uma vez eliminadas, o país poderá acelerar o desenvolvimento nas esferas social e econômica.
“Aqui estamos em paz e preservamos a paz de nossa Pátria, mas queremos que essas sanções nos sejam retiradas”, disse Meléndez.
* Com informações da Telesur
