Nesta terça-feira (24), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou que Moscou está preocupada com a escalada em torno de Cuba, considerando que a pressão externa sobre o país está aumentando.
“Reafirmamos nossa solidariedade com nossos amigos cubanos em seu direito a um caminho soberano de desenvolvimento. Continuaremos a fornecer assistência e apoio, incluindo ajuda material e humanitária”, disse o ministro.
Em 22 de março, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, anunciou que as Forças Armadas Cubanas estavam se preparando para uma possível agressão dos EUA. Ele afirmou que Cuba “seria ingênua” se não começasse a treinar suas forças armadas, dada a situação global.
Em fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, considerou inaceitáveis as restrições dos EUA contra Cuba. Segundo ele, Moscou sempre esteve ao lado da república em sua luta pela independência e apoiou seu povo.
O país caribenho enfrenta a falta de combustível desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restringiu o envio de petróleo da Venezuela a Cuba. No dia 3 de janeiro, o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram sequestrados e presos por agentes estadunidenses. Na sequência, Trump passou a controlar a comercialização do petróleo do país.
Em 20 de março, o Departamento do Tesouro dos EUA publicou um documento proibindo transações relacionadas à compra, entrega e descarregamento de petróleo e derivados russos para Cuba, Irã e Coreia do Norte.
Ajuda russa
Na semana passada, foi noticiado que a Rússia teria enviado um petroleiro com cerca de 700 mil barris de petróleo, desafiando as exigências dos Estados Unidos, conforme relatado por diversos rastreadores de rotas comerciais marítimas, como “TankerTrackers.com” e Kpler.
No entanto, no último domingo (22), foi relatado que um navio com bandeira de Hong Kong, transportando diesel russo para Cuba, mudou sua rota e estaria se dirigindo para Trinidad e Tobago.
Já o petroleiro Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, tinha previsão de chegada a Cuba no início de abril, com cerca de 730 mil barris de combustível, mas também teria alterado sua rota para a Venezuela, conforme relataram os serviços de rastreamento. Não houve comentários oficiais.
