Artes Visuais

Caixa Cultural Recife recebe nova exposição de Tereza Costa Rêgo a partir desta quarta-feira (25)

Com curadoria de Denise Mattar, projeto reúne 30 obras das mais diversas fases da artista pernambucana

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'Pecado Original' é uma das obras de Tereza Costa Rêgo na exposição
‘Pecado Original’ é uma das obras de Tereza Costa Rêgo na exposição | Crédito: Daniel Rozowykwiat/Divulgação

A produção artística de Tereza Costa Rêgo ocupa, a partir desta quarta-feira (25), o espaço da Caixa Cultural, no Bairro do Recife, com a estreia nacional da exposição Tereza Costa Rêgo – Sem Concessões. Reunindo 30 obras que atravessam diferentes fases da trajetória da pintora pernambucana, a mostra propõe um mergulho nas narrativas femininas construídas ao longo de décadas de produção, marcadas por erotismo, política, memória e liberdade.

Com entrada gratuita e visitação de terça a domingo, a mostra segue em cartaz até 21 de junho e apresenta ao público um panorama consistente da maturação artística da autora, reafirmando seu papel como uma das principais representantes da pintura figurativa no Brasil.

O percurso expositivo tem início com gravuras produzidas na Oficina Guaianases, em Olinda, nos anos 1980, onde já aparecem figuras atravessadas por sensações de clausura e opressão. Ao longo da mostra, elementos recorrentes ganham força, como a maçã, símbolo da transgressão, que se torna central à medida que a obra assume um caráter mais direto, político e erótico.

Entre os destaques estão trabalhos de forte impacto visual e narrativo, como “Pecado Original”, “O Parto do Porto”, “Cobertor de Gatos” e o monumental “Apocalipse de Tereza”, com 12 metros de extensão, que sintetiza temas recorrentes como vida, morte, erotismo e história.

A pintura de Tereza Costa Rêgo se constrói na atravessamento entre experiência pessoal e acontecimentos históricos, com referências a episódios como Canudos e a Ditadura Militar. Com curadoria de Denise Mattar, a exposição organiza esse percurso como um processo de afirmação de uma narrativa feminina, marcada por cores intensas e composições densas.

Falecida em 2020, aos 91 anos, a artista teve uma trajetória marcada por rupturas. Nos anos 1960, deixou um casamento tradicional para investir na formação artística e na militância política. Viveu em São Paulo, no Chile e em Paris, retornando a Pernambuco após a anistia, onde se estabeleceu em Olinda.

Editado por: Rostand Tiago

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