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CEO do Grupo Fictor, que compraria Master, é alvo de operação da PF que mira fraudes bancárias

No total, as fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões

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Rafael Góis, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor
Rafael Góis, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor | Crédito: Reprodução/LinkedIn/rafaelgois

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal.

O Brasil de Fato confirmou que um dos alvos é Rafael Góis, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor. A empresa chegou a anunciar a compra do Banco Master em uma negociação envolvendo investidores árabes e um investimento no montante de R$ 3 bilhões. A aquisição não chegou a ser concluída e, horas após o anúncio, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro

Após a decisão do Bacen, os investidores do Grupo Fictor resgataram R$ 2 bilhões, o que culminou num pedido de recuperação judicial das empresas ligadas ao grupo, a Fictor Holding e a Fictor Invest.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava funcionários de outras instituições bancárias, incluindo a Caixa Econômica Federal, por meio dos quais conseguia movimentar valores e ocultar recursos de origem ilegal. No total, as fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.

“A organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento”, diz a PF em nota.

Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal de São Paulo em cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.

Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens de até R$ 47 milhões, “com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa”. Foi ainda autorizada a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Em nota, a defesa de Rafael Góis informou que, assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação, “serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”.

Editado por: Rafaella Coury

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