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Greve na assistência social continua no DF e mobiliza servidores nesta quinta-feira (26)

Servidores exigem valorização, conversão de gratificações e jornada de 7h; assembleia ocorre na Praça do Buriti

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Servidores se reúnem na Praça do Buriti para assembleia em meio à greve da assistência social do DF.
Servidores se reúnem na Praça do Buriti para assembleia em meio à greve da assistência social do DF. | Crédito: Divulgação / equipe de comunicação Sindsasc

A greve dos servidores da assistência social do Distrito Federal segue sem previsão de término. Profissionais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejus) e Secretaria da Mulher se mobilizam por melhores condições de trabalho, valorização da carreira e reconhecimento de direitos já concedidos a outras carreiras do serviço público local.

Nesta quinta-feira (26), uma assembleia será realizada na Praça do Buriti para reforçar a representatividade da categoria na mobilização.

Organizada pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social (Sindsasc), a paralisação chama atenção para a importância da carreira de desenvolvimento e assistência social, que atende diariamente mais de 1 milhão de pessoas no Distrito Federal. 

Reivindicações 

Entre as principais reivindicações, os servidores pedem a conversão da Gratificação por Trabalho Técnico (GTIT) em Gratificação de Habilitação (GH), transformando um benefício temporário em um adicional permanente incorporado ao salário, garantindo valorização contínua da carreira. A categoria alega estar sobrecarregada diante da alta demanda e baixa valorização por parte do GDF.

A categoria também reivindica a incorporação da Gratificação de Desempenho de Atividade Social (GDAS), atualmente paga como bônus temporário, como parte do salário base. Além disso, os servidores buscam a redução da jornada para sete horas diárias, equiparando-se a outras carreiras do serviço público.  

Apesar das conquistas recentes, como a aprovação do concurso público, os servidores afirmam que continuam sofrendo desvalorização e descaso por parte da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) e da vice-governadora Celina Leão (PP), que ainda não recebeu representantes da categoria para iniciar negociações.

Diante deste cenário, a categoria se organiza para mais uma atividade de mobilização, em meio à greve por valorização do trabalho da assistência social. A assembleia organizada pelo sindicato da carreira acontece na próxima quinta-feira (26), para decidir os próximos passos da paralisação.    

A mobilização também tem como objetivo dialogar sobre o cenário eleitoral, na esperança de que futuras gestões estejam mais abertas ao diálogo e à valorização da assistência social. Até lá, a greve segue e a categoria convoca colegas para assembleias e atos públicos.

Outro lado

Em nota ao Brasil de Fato DF, a Secretaria de Desenvolvimento Social afirmou que “sempre esteve aberta ao diálogo com os servidores e que a maioria dos pleitos da categoria foi atendida durante esta gestão”. Ainda sobre a greve, a Sedes destacou que tomou medidas para evitar prejuízos à população, obtendo liminar que exige a manutenção de 80% do efetivo nos postos de trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Serviço

Assembleia Sindical e Popular 

Data: quinta-feira (26)

Horário: 9h

Local: Praça do Buriti, Brasília.


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Editado por: Clivia Mesquita

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