Nascida na pandemia, a campanha Mãos Solidárias viu seu trabalho se tornar uma rede nacional de organização popular, atuando em frentes como combate à fome, estímulo à agricultura familiar e agroecologia, fortalecimento da saúde nas periferias, educação política e cultural nos territórios urbanos e do campo. A iniciativa, organizada por movimentos populares, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), terá seu primeiro encontro nacional a partir deste sábado (28), no Recife.
As atividades começam às 14 horas, com uma formatura oficial da Jornada de Alfabetização nas Periferias, no Geraldão. Mais tarde, às 20 horas, será realizado o ato político de abertura do encontro, seguido por uma noite cultural no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), campus Recife. As ações seguem no IFPE até a segunda-feira (30), com mesas de conversa sobre diversos temas de atuação do Mãos Solidárias, plantio de árvores por Cuba e pela Palestina e jornadas de conhecimento. São esperadas mais de mil pessoas vindas de todas as regiões do país
Os trabalhos do Mãos Solidárias começou em 2020, em Pernambuco, sendo ampliado para 15 outros estados. A rede vem desenvolvendo ações como formação de agentes de saúde e alimentação, organização de cozinhas populares, alfabetização de jovens e adultos com a perspectiva de organização territorial urbana.
Paulo Mansan, coordenador nacional do Mãos Solidárias, destaca que o momento será essencial para o desenvolvimento das ações futuras da campanha a partir do diálogo e análises de conjunturas. “Esse encontro é um divisor de águas porque reuniremos mais de mil pessoas para definirmos os rumos de atuação e de trabalho dentro das periferias do país. Vai ser um momento de troca, onde vamos aprofundar o que estamos fazendo e vamos tirar, olhando para a realidade, as linhas para atuação nas periferias com a lógica da construção do projeto popular para o Brasil”, afirma Mansan.
